icons.title signature.placeholder Luis Fernando Ramos
01/02/2015
06:01

Os motores dos carros da Fórmula 1 vão roncar no sul da Espanha na manhã deste domingo. O início dos testes de pré-temporada em Jerez de la Frontera encerram o pior inverno que a categoria já viveu. Duas equipes desapareceram: a Caterham e a Marussia - embora seus administradores ainda aguardam alguma salvação milagrosa ainda que não há nenhum sinal de que isso possa acontecer.

Ao mesmo tempo, os homens fortes da categoria Bernie Ecclestone (que cuida da parte comercial) e Jean Todt (presidente da FIA, que rege a parte esportiva) não apareceram com nenhuma solução para diminuir os custos ou rever a distribuição dos lucros da categoria para criar um cenário economicamente sustentável para todas as equipes. No lançamento dos carros deste ano, chama a atenção a quantidade de espaços livres nas carenagens, mesmo nos de equipes de tradição, como a McLaren.

Ao menos, as perspectivas esportivas para o ano são promissoras. A Mercedes aparece claramente no papel de favorita, mas a perspectiva é de que a concorrência diminua a vantagem que o time apresentou no ano passado. A grande expectativa é em relação aos motores: nos últimos meses Renault e Ferrari finalmente puderam empregar as lições aprendidas com os problemáticos V6 que criaram em 2014 e devem trazer unidades de potência mais eficientes para este ano. O motor Mercedes também deve melhorar, mas a tendência é de que um crescimento maior para quem tinha mais desvantagem.

Dentre os pilotos, não faltam atrativos: o retorno de Fernando Alonso à McLaren; a estreia de Sebastian Vettel na Ferrari; a presença do holandês Max Verstappen, de apenas 17 anos, na Toro Rosso. E, para os brasileiros, a entrada de Felipe Nasr na categoria e perspectivas boas para Felipe Massa numa Williams renascida.

Ontem em Jerez, a Toro Rosso apresentou seu carro para a temporada, o STR10. Mesmo contando com uma dupla de estreantes, formada por Verstappen e pelo espanhol Carlos Sainz, o chefe do time, Franz Tost, colocou como meta a quinta colocação no Mundial de Construtores. No ano passado, a Toro Rosso ficou em sétimo lugar.