icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
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23/07/2013
09:09

Manter a hegemonia nos 100m na categoria T11, para deficientes visuais, não é o único objetivo de Terezinha Guilhermina no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Lyon (FRA). Aos 34 anos, ela quer se tornar a mulher mais rápida do mundo. E hoje ela tenta atingir esse objetivo na final.

A brasileira já tem a melhor marca em sua classe, com 12s01. Inicialmente, a meta seria baixar dos 12s. Mas para ela é pouco. A inteção é bater o tempo da chinesa Guohua Zhou, da categoria T12, que chegou ao tempo de 11s91.

- Quero correr abaixo de 11s90. Em Londres-2012, os 100m foi minha última prova e já tinha feito outros quatro tiros. Tivemos problemas com a queda do Guilherme Santana (guia) antes da final. Foi muito puxado para mim. Fiz todas as provas em cinco dias. Fiquei com a musculatura muito intoxicada. Agora, como os 100m vai ser minha primeira prova, vou estar descansada e vai ser completamente diferente – afirmou a atleta ao LANCE!Net.

Para atingir esse objetivo, Terezinha fez uma preparação especial e até perdeu peso. A brasileira tinha 64kg e está com 60kg.

Uma das mais experientes da delegação do Brasil, a atleta sabe que a Olimpíada de 2016, no Rio pode ser sua despedida. Então, a ideia é bater logo esse recorde.

– Não estou querendo guardar isso para tanto tempo. Já estou engasgada faz tempo. Mesmo que eu não consiga fazer abaixo de 11s90, que venha abaixo de 12s. Se não vier, com certeza vou me sentir frustrada. Mas é a vida. Tem várias coisas que influenciam na corrida, o vento não pode estar contra, se estiver muito a favor pode anular a prova. Vou tentar fazer o meu melhor. E espero que esse melhor seja abaixo de 11s90 – disse Terezinha.

CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM TEREZINHA:

LANCE!Net: Como foi a preparação para o Mundial?
Terezinha Guilhermina: A preparação está a todo a vapor. Priorizei nesse ano os 110m. A meta é correr abaixo de 12s. A inteção era correr abixo de 12s já na primeira competição, mas peguei uma virose em abril e o rendimento caiu. Já me recuperei. Já corri 12s08 em Berlim, dia 17 de junho. Creio que pelas adequações que conseguimos fazer,a cho que em Lyon essa marca vem.

L!Net: O que tem feito de especial para conseguir correr abaixo de 12s?
TG: Perdi peso. Fiz um trabalho de perda de peso. Perdi quatro quilos e mantive a força que estava em Londres. Estou mais leve e correndo mais solto. Estou mais veloz. Vamos acertar agora algumas coisas técnicas. Quero não só correr abaixo de 12s, mas quero terminar o Mundial como a atleta paralímpica mais rápida do mundo.

L!Net: Quanto pesava e quanto está pesando agora?
TG: Estou pesando 60kg e estava pesando 64kg. Perdi quatro quilos. Consegui baixar também o percentual de gordura. Não perdi em massa muscular. Transformei a massa em gordura e depois perdi. Não sei se é o peso ideal. Mantive minha principal característica por ser velocista, que é a força. Como mantive a força e estou mais leve, a chance estou proxima de fazer minha melhor marca e de melhorar a qualidade da corrida.

L!Net: Dá para repetir a performance do último mundial?
TG: Vou entrar nas três provas. Minha prioridade é o 100m, 200m e 400m. O revezamento é minha quarta prova. Mas para todoas, estou bem preparada. A distribuição das provas ficou favorável par amim, é um tiro por dia. Não vai ter o desgaste e vou poder descansar. Espero que consiga essas quatro medalhas de novo. Espero que venha os quatro ouros.

L!Net: É cedo para falar em aposentadoria?
TG: Minha ideia é me manter em alto nível até 2016. E que o Rio seja minha última competição no nível que eu esteja. Não sei se vou parar, porque quero ser mãe. Posso voltar. Mas inicialmente minha última competição vai ser o Rio. Quero fechar com chave de ouro e tem de ser uma competição com o sabor suficientemente inesquecível.

L!Net: Faz uma projeção de qual seria o tempo no Rio, em 2016?
TG: Quero melhorar. Quero chegar em um nível, em uma marca, que quando eu for ao estádio com meus filhos um dia, eu ainda seja recordista mundial. Tem de ser uma marca muito boa. Mas não dá para prever. Sempre quandoa certo a saída nos 100m, nunca acerto a chegada. Espero acertar mais coisas agora.

O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Manter a hegemonia nos 100m na categoria T11, para deficientes visuais, não é o único objetivo de Terezinha Guilhermina no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Lyon (FRA). Aos 34 anos, ela quer se tornar a mulher mais rápida do mundo. E hoje ela tenta atingir esse objetivo na final.

A brasileira já tem a melhor marca em sua classe, com 12s01. Inicialmente, a meta seria baixar dos 12s. Mas para ela é pouco. A inteção é bater o tempo da chinesa Guohua Zhou, da categoria T12, que chegou ao tempo de 11s91.

- Quero correr abaixo de 11s90. Em Londres-2012, os 100m foi minha última prova e já tinha feito outros quatro tiros. Tivemos problemas com a queda do Guilherme Santana (guia) antes da final. Foi muito puxado para mim. Fiz todas as provas em cinco dias. Fiquei com a musculatura muito intoxicada. Agora, como os 100m vai ser minha primeira prova, vou estar descansada e vai ser completamente diferente – afirmou a atleta ao LANCE!Net.

Para atingir esse objetivo, Terezinha fez uma preparação especial e até perdeu peso. A brasileira tinha 64kg e está com 60kg.

Uma das mais experientes da delegação do Brasil, a atleta sabe que a Olimpíada de 2016, no Rio pode ser sua despedida. Então, a ideia é bater logo esse recorde.

– Não estou querendo guardar isso para tanto tempo. Já estou engasgada faz tempo. Mesmo que eu não consiga fazer abaixo de 11s90, que venha abaixo de 12s. Se não vier, com certeza vou me sentir frustrada. Mas é a vida. Tem várias coisas que influenciam na corrida, o vento não pode estar contra, se estiver muito a favor pode anular a prova. Vou tentar fazer o meu melhor. E espero que esse melhor seja abaixo de 11s90 – disse Terezinha.

CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM TEREZINHA:

LANCE!Net: Como foi a preparação para o Mundial?
Terezinha Guilhermina: A preparação está a todo a vapor. Priorizei nesse ano os 110m. A meta é correr abaixo de 12s. A inteção era correr abixo de 12s já na primeira competição, mas peguei uma virose em abril e o rendimento caiu. Já me recuperei. Já corri 12s08 em Berlim, dia 17 de junho. Creio que pelas adequações que conseguimos fazer,a cho que em Lyon essa marca vem.

L!Net: O que tem feito de especial para conseguir correr abaixo de 12s?
TG: Perdi peso. Fiz um trabalho de perda de peso. Perdi quatro quilos e mantive a força que estava em Londres. Estou mais leve e correndo mais solto. Estou mais veloz. Vamos acertar agora algumas coisas técnicas. Quero não só correr abaixo de 12s, mas quero terminar o Mundial como a atleta paralímpica mais rápida do mundo.

L!Net: Quanto pesava e quanto está pesando agora?
TG: Estou pesando 60kg e estava pesando 64kg. Perdi quatro quilos. Consegui baixar também o percentual de gordura. Não perdi em massa muscular. Transformei a massa em gordura e depois perdi. Não sei se é o peso ideal. Mantive minha principal característica por ser velocista, que é a força. Como mantive a força e estou mais leve, a chance estou proxima de fazer minha melhor marca e de melhorar a qualidade da corrida.

L!Net: Dá para repetir a performance do último mundial?
TG: Vou entrar nas três provas. Minha prioridade é o 100m, 200m e 400m. O revezamento é minha quarta prova. Mas para todoas, estou bem preparada. A distribuição das provas ficou favorável par amim, é um tiro por dia. Não vai ter o desgaste e vou poder descansar. Espero que consiga essas quatro medalhas de novo. Espero que venha os quatro ouros.

L!Net: É cedo para falar em aposentadoria?
TG: Minha ideia é me manter em alto nível até 2016. E que o Rio seja minha última competição no nível que eu esteja. Não sei se vou parar, porque quero ser mãe. Posso voltar. Mas inicialmente minha última competição vai ser o Rio. Quero fechar com chave de ouro e tem de ser uma competição com o sabor suficientemente inesquecível.

L!Net: Faz uma projeção de qual seria o tempo no Rio, em 2016?
TG: Quero melhorar. Quero chegar em um nível, em uma marca, que quando eu for ao estádio com meus filhos um dia, eu ainda seja recordista mundial. Tem de ser uma marca muito boa. Mas não dá para prever. Sempre quandoa certo a saída nos 100m, nunca acerto a chegada. Espero acertar mais coisas agora.

O repórter viaja a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro