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15/02/2015
20:19

Nem todo mundo tem uma segunda chance na vida. No caso de Jô, esta pode ser a terceira ou quarta chance que o centroavante tem de reerguer a carreira após problemas disciplinares. Excluído do elenco do Atlético-MG no ano passado, o jogador foi reintegrado nesta temporada, inscrito na Copa Libertadores e se disse preparado para mostrar que é outra pessoa: mais maduro ao 27 anos e com a motivação de dar bom exemplo ao filho pequeno.

"Meu maior erro é que quando quando perco alguma coisa na vida pessoal, seja separação ou problema com pai e mãe, se acontece algum desequilíbrio, me afeta. Acho que tenho que ter esse equilíbrio, separar problemas pessoais da vida profissional. Tenho certeza de que daqui para frente vai ser diferente", prometeu o atacante em entrevista ao Esporte Espetacular.

"Às vezes, você erra sem querer escutar as pessoas. Uma mulher me elogiou de uma forma muito legal, disse que eu sou um espelho para o filho dela. Aí eu pensei: se eu ficar errando, ele vai ficar olhando para mim e vai ficar vendo só meus erros. Hoje, tenho um filho pequeno, que é o Pedro, então tenho que ser orgulho e exemplo para ele", completou.

Pedro nasceu em abril do ano passado, na véspera da final do Campeonato Mineiro, e foi o primeiro filho de Jô com sua mulher Cláudia - o atacante já tinha outra criança, João, fruto de um relacionamento anterior. De acordo com o jogador, Cláudia foi, ao lado dos pais, um dos pontos de apoio durante o período em que ficou afastado do Atlético no ano passado.

"Meu pai e minha mãe me acolheram de uma forma muito boa, passei um tempo na casa deles. E a esposa, não tem como falar dela. Em momentos bons e ruins, estar perto de quem você ama é muito bom", afirmou o atacante, que já havia tido problemas anteriores no Manchester City, no Internacional e no próprio Atlético.

Jô disse que ainda pensa em voltar a defender a Seleção Brasileira, mas que primeiro precisa se focar em jogar bem novamente no clube mineiro. O atacante contou que ficar de fora do time em momentos cruciais da temporada passada, como a conquista da Copa do Brasil sobre o arquirrival Cruzeiro, também o fez repensar suas atitudes.

"Foi uma tristeza, porque não queria que acabasse daquela maneira. É um castigo. Apesar de todos os acontecimentos na minha vida, eu nunca tinha sido impedido de fazer o que eu mais gosto. Em dois meses, eu refleti, foi bom para mim".