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29/11/2013
12:56

Polêmica em torno do Bragantino, clube que disputa a Série B do Brasileiro. O presidente Marquinhos Chedid resolveu que alguns jogadores ganhariam férias antes do confronto deste sábado contra o Figueirense, que precisa de uma vitória para se garantir na Primeira Divisão. Álvaro, zagueiro da seleção olímpica de 2000, foi um dos jogadores dispensados. E não perdoou a decisão do mandatário do clube. Ao site Futebol Interior, o experiente jogador, que também é capitão da equipe, detonou:

- Na verdade, tenho vontade de jogar e eu vou jogar. Vou brigar para jogar. Eu não sou dono do Bragantino. Ele (presidente) retirou seis jogadores que eram titulares absolutos. A gente não sabe o motivo. Podemos deduzir, mas não sabemos o motivo. Todos nós sabemos o que está acontecendo, mas também não sabemos. Você só pode ter certeza se tem prova - afirmou o defensor, que ainda completou:

- Se você me perguntar: 'Você tem condições de jogar?' Absoluta, total. Não vou jogar porque o presidente me deu férias. Por que meu deu férias? Não sei, não sei explicar. Eu queria jogar, queria poder ganhar esse jogo. É o último da competição, vai passar na tevê, tem interesses envolvidos. Sou capitão da equipe - afirmou Álvaro.

A insinuação do zagueiro de um favorecimento do Bragantino ao Figueirense foi rebatida por Marquinhos Chedid que, além de confirmar a antecipação das férias de alguns jogadorees, acusou o zagueiro de estar interessado em mala branca dos concorrentes da equipe catarinense.

- É por isso que o Álvaro quer jogar (mala branca). Isso é verdadeiro. O presidente do Ceará esteve em Bragança dois dias atrás e almoçou com três jogadores no restaurante da cidade, inclusive com o Álvaro. Isso faz parte. Mas temos programação dos jogadores que vão ficar e dos que não vão ficar. É normal - afirmou, em entrevista à rádio Transamérica.

- Nós já tínhamos a programação para depois que saíssemos do rebaixamento, pois vamos disputar um Paulista dificílimo. De uma mesma chave podem cair três clubes. Estou tranquilo, isso é uma guerra normal, de véspera de jogo. Vamos deixar os jogadores jogarem, porque eles estão preparados e prontos para isso - completou o presidente.

Marquinhos Chedid ainda explicou a situação de Álvaro, que explodiu a crise no Bragantino às vésperas do confronto com o Figueirense.

- O contrato deste atleta está vencido. É uma questão de opção técnica, mas não pode, de maneira nenhuma, um atleta de 38 anos desrespeitar os companheiros, falando de forma inconsequente e errada. Ele não está prestigiando seus companheiros e está machucando o clube onde trabalhou por sete meses e recebeu em dia. O Bragantino tem de saber seu caminho e se preparar para isso. O time que vai jogar é o que vai ser a base do Paulista - afirmou.