icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
04/04/2014
10:00

Comandante da Seleção Brasileira masculina de basquete, o argentino Rubén Magnano defende uma redução do número de estrangeiros por equipes no NBB. Atualmente, cada clube pode ter até três em seus elencos.

- Eu falo com as experiências que tive na minha carreira. Na Liga Argentina, quando era dois por equipes, o campeonato foi se desenvolvendo, até um momento que o limite voltou para três. Na Itália, dirigi times que só tinham um ou dois italianos. Mas isso não ajuda em nada no desenvolvimento do basquete local. Quando você contrata estrangeiro, seguramente contratará para posições que não conta com um nativo. Mas, ao meu ver, dois estrangeiros está de bom tamanho. Mas temos de fazer uma avaliação dos jogadores que temos para que o produto NBB seja bom.

Dentre os argentinos que atuam no país, como Nicolás Laprovittola, Juan Pablo Figueroa, Pablo Espinoza, Juan Manuel Torres, entre outros, Magnano elogiou bastante o armador flamenguista.

- O Laprovittola é grande surpresa. Tinha um bom currículo na Argentina, mas na seleção foi substituto de (Facundo) Campazo na Copa América e ficou um pouco ofuscado. Mas aqui ele encontrou um clima muito bom. É um garoto com muita capacidade para jogar basquete. Claro que tem muita coisa para aprender, mas ele faz parte do que está acontecendo no Flamengo (líder do NBB e campeão da Liga das Américas) - disse Magnano.

O treinador da Seleção também falou sobre o trabalho que o compatriota Sergio Hernández tem desenvolvido à frente do Brasília, terceiro colocado da fase de classificação do NBB.

- No começo ele teve várias derrotas (seis em dez jogos), e acredito que teria preferido uma adaptação com menos partidas perdidas. Mas não é fácil trocar de país e acertar-se em uma equipe ganhadora, com nomes que têm. Não é fácil chegar e mudar tudo de um dia para o outro. Mas, com o tempo, as coisas melhoraram. Ele entendeu seus jogadores e eles o entenderam. É um aprendizado de ambos os lados - completou.