icons.title signature.placeholder Valdomiro Neto
14/06/2014
15:31


A entrevista coletiva pré-jogo do técnico francês, Didier Deschamps, no estádio do Beira-Rio, teve oscilações de humor do comandante dos Les Bleus. Ele foi seco, até ríspido, em algumas respostas, e em outras recorreu pequenas piadas.

Ao ser perguntado, já no fim da conferência, sobre um suposto jogo violento da seleção de Honduras, mais combativo - algo que já havia pontuado em outros momentos -, reagiu com contundência e explicou:

- Eu vou repetir. Às vezes as pessoas não interpretam bem. Certamente há um lado mais agressivo, mas não vou limitar a seleção deles a essa agressividade. É uma seleção que joga com o mesmo esquema tático há dois anos. Costumam jogar no 4-4-2, com dois atacantes em linha. É preciso saber defender coletivamente. Eu vi no amistoso contra a Inglaterra. Eles trabalham bem, estão bem entrosados, fazem muito esforço e tem bons atacantes - declarou o ex-jogador, que, quando o jornalista hondurenho tomou a palavra, em espanhol, reagiu com um cumprimento na mesma lingua: 'Hola, todo bien!'

Deschamps respondeu a todas as questões em francês e esforçava-se para entender quando ela era feita em inglês. Em um momento, tentou colocar o fone para ouvir a tradução e se enrolou com o aparelho. Então, fez um breve comentário, em tom de brincadeira:

- Ah, essas novas tecnologias...

Para Deschamps, a partida de estreia tem de fato uma importância para o astral e a confiança de uma seleção para o restante da competição. E ainda citou a Espanha como exemplo:

- É importante o primeiro jogo. Ganhar nos deixará na posição ideal. Quando a gente perde um primeiro jogo, isso não acontece. Mesmo a Espanha (goleada pela Holanda por 5 a 1) há turbulências. Vencer é importante para manter a serenidade e a confiança. 

A França enfrenta Honduras neste domingo, às 16h, em Porto Alegre, pela primeira rodada do Grupo E, que ainda conta com Suíça e Equador.