icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese e Léo Burlá
04/07/2014
16:43

As simulações do meia Arjen Robben foram tema na entrevista coletiva do técnico da Costa Rica, Jorge Luis Pinto, nesta sexta-feira, véspera do duelo diante da Holanda, às 17h deste sábado, na Arena Fonte Nova, pelas quartas de final da Copa do Mundo. 

O treinador costa-riquenho não perdeu a chance de fazer uma pressão para a Fifa e o árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, que será o responsável por apitar o duelo.

- Robben é um modelo para o mundo, está entre os três, quatro melhores jogadores do mundo. Mas ele reconheceu que cava pênaltis. Isso me preocupa muito. Queria dizer à Fifa para ter cuidado, para não errar como aconteceu com a Inglaterra na África do Sul, quando erraram na marcação de uma bola que entrou. É preciso ter cuidado. Pedimos respeitosamente à Fifa que prestem atenção nisso. É muito delicado para qualquer resultado - afirmou Pinto, em entrevista na Arena Fonte Nova.

A discussão é culpa da "sinceridade" do holandês, que admitiu após a vitória por 2 a 1 sobre o México, pelas oitavas de final, que havia tentado simular um pênalti. O curioso é que o lance a que ele se referiu foi no primeiro tempo, que a arbitragem ignorou. A polêmica do jogo, no entanto, foi um pênalti de Rafael Márquez em Robben nos minutos finais. Os mexicanos reclamaram muito do lance, que gerou o pênalti convertido por Huntelaar, garantindo a classificação da Laranja Mecânica.

O técnico da Costa Rica ainda disse que espera uma diferente atitude de Robben na partida, pois o próprio poderia se prejudicar caso a arbitragem decida puni-lo.

- Acho que isso vai criar um impacto mundial histórico, ele pode ser expulso por fazer cai-cai, cavar pênaltis, imagine se recebe dois cartões amarelos por isso. Mas vamos ter confiança na postura do árbitro - disse o costa-riquenho.