icons.title signature.placeholder Jonas Moura
03/06/2014
15:50

A expectativa de Andreia Laurence é grande. Em 2014, pela primeira vez a oposto de 31 anos chega a uma equipe de ponta do vôlei brasileiro na condição de titular. Contratada pela Unilever, atual campeã da Superliga Feminina, ela leva como trunfo um currículo marcado por fases de improvisação e experiências atípicas, como a que teve na Coreia, em 2006.

Andreia construiu sua carreira como central em uma época em que a posição de líbero ainda era novidade, no final dos anos 90. Por causa disso, era comum que as atacantes de meio participassem da recepção dos saques. Desde então, ela procura desenvolver certa versatilidade.

Mas não foi só no fundo de quadra que a atacante tentou ajudar as equipes por onde passou. Ela conta que em sua passagem pelo Açúcar União/São Caetano, entre 2001 e 2004, o técnico Willian Carvalho, ex-levantador da Seleção, deu as primeiras esperanças de que ela poderia se tornar uma oposto de bolas altas.

– Já havia jogado no Brasil no Açúcar União com o Willian, e ele tinha me colocado em uma final de Campeonato Paulista contra o BCN/Osasco. Joguei um set de central, um de ponta, e outro de oposto (risos). Ali, vi que tinha uma possibilidade. Quando voltei da gravidez, em 2010, percebi que estava baixa para ser central, e não queria só compor os times. Achei que teria mercado mudando de posição – conta a atacante.

Além do São Caetano, Andreia passou pelo Pinheiros (de 2004 até 2006 e de 2011 até 2014) e teve passagens pelo Finasa/Osasco, em 2007/2008, e Sollys/Osasco, em 2009/2010. Todos os times brasileiros onde atuou até hoje eram sediados no estado de São Paulo. Porém, em 2006, ela aceitou um novo desafio: vestir as cores do GC Caltex, da Coreia.

– Lá eles têm uma forma diferente de pontuação. As duas primeiras bolas de fundo de cada set valem dois pontos. Então, era um absurdo uma estrangeira não atacar. Eu ficava no fundo, como se fosse uma oposto – lembra.

Andreia chega à Unilever em alta para substituir a canadense Sarah Pavan. Melhor atacante da última Superliga, ela foi convocada pela primeira vez em maio para defender a Seleção de José Roberto Guimarães. Agora, espera prolongar sua experiência internacional e buscar manter a equipe do técnico Bernardinho entre as grande forças do vôlei brasileiro.