icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
22/12/2013
07:43

Peças-chave no elenco montado por Morten Soubak para o Mundial Feminino de Handebol, Dani Piedade e Bárbara Arenhart têm mais a acrescentar à Seleção Brasileira feminina do que só suas performances em quadra.

O Brasil tenta neste domingo, às 14h15 (de Brasília), o título mundial contra a Sérvia, na Arena Belgrado, com transmissão em tempo real no LANCE!Net. E tem nas duas exemplos claros de que superar uma torcida rival está longe de ser um problema tão grande assim.

Em setembro do ano passado, Dani Piedade sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico no aquecimento para uma partida do Krim Ljubljana, da Eslovênia. Há cerca de três meses, Bárbara perdeu a mãe, Rosecler, vitimada por um câncer.

Ambas se reergueram. Não só passaram pelo momento difícil, como foram capazes de retornar às quadras e conduzir a Seleção ao maior momento da história do handebol nacional: a final do Mundial.

– Eu só tenho a agradecer a Deus, que me deu uma segunda chance de viver e passar por este momento maravilhoso. Não imaginei que conseguiria estar aqui novamente – disse Dani, emocionada, ao deixar a quadra após vitória obtida na semifinal.

Dani demorou cinco meses para voltar às quadras. Após retornar, bastaram mais três meses para vestir de novo a camiseta da Seleção, em dois amistosos contra a Áustria, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

A exemplo da “companheira de superação”, Bárbara também emocionou-se ao falar do drama que viveu neste ano. Após a vitória contra a Dinamarca, ela lembrou da mãe.

– Minha mãe me dá força de onde ela estiver. Ninguém nunca vai substituí-la, mas eu sei que ela está comigo. Eu tenho outras pessoas que me dão carinho e me apoiam, mas ninguém nunca vai substituí-la – disse.

A goleira, de fato, tira força disso para ser a melhor que pode. Neste Mundial, ela é grande candidata a ser eleita a melhor arqueira do torneio. Nas estatísticas, é a quinta melhor em aproveitamento de defesas, com 43% dos tiros defendidos.

Além disso, faturou três prêmios de melhor jogadora em partidas do Brasil até aqui: contra a Argélia e contra a Dinamarca, nas duas ocasiões que os times se encontraram.