icons.title signature.placeholder Gabriel Rodrigues e Rodrigo Ciantar
08/12/2013
23:56

Um dos fatores que mais chamou a atenção na briga entre torciedores do Atlético-PR e Vasco, na tarde deste domingo, em Joinville, foi a ausência de policiais militares nas arquibancadas da Arena Joinville. Logo após a confusão, o sargento da Polícia Militar, Adilson Moreira, afirmou que isso se deu por recomendação do Ministério Público de Santa Catarina. Após o jogo, o MP emitiu nota informando que não havia feito tal solicitação. Mas o diretor-presidente da Secretaria de Esportes de Joinville e responsável pela Arena, Fernando Krelling, disse que houve um comunicado sobre a questão:

- O Ministério Público mandou um documento para a Polícia Militar com uma sugestão de que não fizessem a segurança de eventos particulares. E a PM entendeu isso como uma obrigação, tanto que no jogo do Joinville, ontem, não teve policiamento no estádio. Mas como não tive acesso, não sei o teor do documento. Como o MP negou, saber de quem é a culpa está em outra alçada. Acredito que a presença da PM inibiria a ação dos torcedores.

Fernando Krelling ainda informou que a Secretaria de Esportes da cidade apenas alugou a Arena para o Atlético-PR, que tinha a responsabilidade de cuidar de segurança do jogo, e apresentou o documento, assinado pelo presidente do Furacão, Mario Celso Petraglia, a imprensa:

- Só alugamos o estádio. Aí, toda a logistica é de responsabilidade do Atlético-PR. Desde a venda de ingressos até a segurança. O Atlético chegou a procurar a Policia, que disse que não faria a segurança do jogo. O Atlético sabia que não teriam policiais no estádio. Nós lamentamos que esse fato tenha ocorrido aqui em Joinville.

Durante a confusão, os seguranças particupares que cuidavam das arquibancadas nada fizeram para conter os torcedores. Os policiais só entraram no estádio cerca de cinco minutos depois da briga começar e dispersou os torcedores com balas de borracha.

Imagens fortes! Veja a confusão entre torcedores de Vasco e Atlético-PR