icons.title signature.placeholder Igor Siqueira e Matheus Babo
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08/07/2013
15:17

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por enquanto, não vai denunciar Botafogo ou Fluminense por causa da invasão do gramado da Itaipava Arena Pernambuco por um torcedor durante o clássico do último domingo. Foi o primeiro caso em uma das novas arenas do futebol brasileiro construídas sem alambrado para a Copa do Mundo e a Copa das Confederações.

Segundo o procurador-geral do Tribunal, Paulo Schmitt, o fato de o torcedor ter sido preso e um Boletim de Ocorrência ter sido registrado logo após o incidente alivia a barra dos clubes.

- O fato de estarem jogando fora do estado, longe de casa, não tira a responsabilidade do mandante - ou até do visitante, dependendo da situação - por uma invasão de campo ou qualquer outro problema que haja com a torcida. Mas, nesse caso, como o torcedor já foi identificado e um Boletim de Ocorrência feito, não será feita denúncia, a princípio - afirmou Schmitt ao LANCE!Net, ressaltando que precisa receber a documentação que comprova as medidas contra o torcedor para sacramentar a decisão.

Os clubes poderiam ter sido denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa de até R$ 100 mil para quem "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".

O L!Net conseguiu contato com o invasor, que beijou a chuteira do atacante Fred, do Fluminense, durante a "aventura" no gramado. Douglas Silva da Costa, de 19 anos, trabalha em um supermercado e se divide entre as paixões pelo Flu e o Sport. Ele mesmo confirma que foi fichado após a partida.

- A polícia me levou para uma sala do estádio, fizeram um B.O. até chegarem dois advogados para me acompanhar. De lá, eu fui para outra sala e eles me falaram para ficar tranquilo, que nenhum dos dois times seria punido, porque estavam jogando na Arena Pernambuco, que eu iria ficar com a ficha limpa - contou ele, que correu sem ser incomodado pelo gramado e só foi capturado quando voltou à arquibancada.

INVASOR FICOU SEM FOTO

Com a sensação de impunidade, apesar de ter levado multa e suspensão de 90 dias dos estádios, Douglas também relatou a facilidade que teve para invadir o campo:

- Foi a primeira vez que fui à Arena Pernambuco. Quando cheguei lá e vi que era baixinho, eu resolvi invadir o campo para tirar uma foto com o Fred. Depois um dos policiais que me deteve, pegou o meu celular e resolveu apagar a foto - falou, em tom de decepção.

Sem a foto do próprio telefone, restou a Douglas "tirar onda" através de postagens no Facebook.

O L!Net entrou em contato com a assessoria da Arena Pernambuco para saber qual foi a falha da segurança. A resposta foi que não houve entendimento por parte dos administradores do estádio da ocorrência de falha de segurança. Segundo acordo antes do jogo com a Federação Pernambucana, a segurança dentro do gramado ficaria a cargo da Polícia Militar. A Arena forneceria só os orientadores - que, de colete verde, dariam informações e ordenariam o público - e os responsáveis pela segurança patrimonial do estádio, usados para evitar depredação, e esse efetivo atuaria só nas arquibancadas.

*Atualizada às 18h23

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por enquanto, não vai denunciar Botafogo ou Fluminense por causa da invasão do gramado da Itaipava Arena Pernambuco por um torcedor durante o clássico do último domingo. Foi o primeiro caso em uma das novas arenas do futebol brasileiro construídas sem alambrado para a Copa do Mundo e a Copa das Confederações.

Segundo o procurador-geral do Tribunal, Paulo Schmitt, o fato de o torcedor ter sido preso e um Boletim de Ocorrência ter sido registrado logo após o incidente alivia a barra dos clubes.

- O fato de estarem jogando fora do estado, longe de casa, não tira a responsabilidade do mandante - ou até do visitante, dependendo da situação - por uma invasão de campo ou qualquer outro problema que haja com a torcida. Mas, nesse caso, como o torcedor já foi identificado e um Boletim de Ocorrência feito, não será feita denúncia, a princípio - afirmou Schmitt ao LANCE!Net, ressaltando que precisa receber a documentação que comprova as medidas contra o torcedor para sacramentar a decisão.

Os clubes poderiam ter sido denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa de até R$ 100 mil para quem "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto".

O L!Net conseguiu contato com o invasor, que beijou a chuteira do atacante Fred, do Fluminense, durante a "aventura" no gramado. Douglas Silva da Costa, de 19 anos, trabalha em um supermercado e se divide entre as paixões pelo Flu e o Sport. Ele mesmo confirma que foi fichado após a partida.

- A polícia me levou para uma sala do estádio, fizeram um B.O. até chegarem dois advogados para me acompanhar. De lá, eu fui para outra sala e eles me falaram para ficar tranquilo, que nenhum dos dois times seria punido, porque estavam jogando na Arena Pernambuco, que eu iria ficar com a ficha limpa - contou ele, que correu sem ser incomodado pelo gramado e só foi capturado quando voltou à arquibancada.

INVASOR FICOU SEM FOTO

Com a sensação de impunidade, apesar de ter levado multa e suspensão de 90 dias dos estádios, Douglas também relatou a facilidade que teve para invadir o campo:

- Foi a primeira vez que fui à Arena Pernambuco. Quando cheguei lá e vi que era baixinho, eu resolvi invadir o campo para tirar uma foto com o Fred. Depois um dos policiais que me deteve, pegou o meu celular e resolveu apagar a foto - falou, em tom de decepção.

Sem a foto do próprio telefone, restou a Douglas "tirar onda" através de postagens no Facebook.

O L!Net entrou em contato com a assessoria da Arena Pernambuco para saber qual foi a falha da segurança. A resposta foi que não houve entendimento por parte dos administradores do estádio da ocorrência de falha de segurança. Segundo acordo antes do jogo com a Federação Pernambucana, a segurança dentro do gramado ficaria a cargo da Polícia Militar. A Arena forneceria só os orientadores - que, de colete verde, dariam informações e ordenariam o público - e os responsáveis pela segurança patrimonial do estádio, usados para evitar depredação, e esse efetivo atuaria só nas arquibancadas.

*Atualizada às 18h23