icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
11/02/2015
23:17

A fase, de fato, não é boa. Sem alcançar finais desde agosto do ano passado, Bruno Soares e seu parceiro, o austríaco Alexander Peya, foram eliminados do Aberto do Brasil. A derrota veio por intermédio de uma dupla formada por jogadores de simples: o argentino Diego Schwartzman e o italiano Paolo Lorenzi.

- Demoramos para encontrar o tempo do jogo. A gente estava errando um pouco. Dominamos um set e meio. Tivemos muita chance para matar o jogo. No final sentimos. Eles não tem o que perder. Nós, pelo contrário, tínhamos tudo a perder, jogando em casa, em frente a torcida. Faz parte - comentou Soares.

Largando na frente na partida, os dois tiveram chances de matar o jogo no segundo set, mas deixaram a partida ir ao tiebreak de desempate. Nele, cometeram erros que os levaram à derrota. Porém, para Soares, o momento não é de pânico, e sim de frustração.

- Tem o lado bom e o ruim. O bom é que podemos chegar antes no Aberto do Rio (ATP 500). O ruim é termos perdido aqui. No Brasil é complicado. Jogar em casa e bem, vale muito mais do que a pontuação. Dá um sentimento ruim perder aqui - disse.

A dupla vem em um momento de baixa no Circuito. Sem bons resultados desde agosto do ano passado, quando venceram o Masters 1.000 de Toronto (CAN), Soares e Peya tentam se reencontrar em quadra. Enquanto isso não acontece, o brasileiro aumenta sua margem no Aberto do Brasil: em sete participações, foram três títulos e quatro quedas na estreia.

- Eu espero que passemos da primeira rodada. Só depois sou favorito. Mas tudo bem, está 4 a 3 para a primeira rodada. Vou correr atrás do prejuízo - disse, antes de comentar sobre a "seca de finais":

- Eu não tinha pensado nisso não (risos), mas está sendo (duro). Está dando saudades... Mas não pesa, estamos trabalhando para tentar voltar no nosso ritmo. Estamos melhores do que no fim do ano passado. Falta voltar a confiança, a vitória. A história se repete. No ano passado tivemos um grande ano depois do Aberto do Brasil, espero que aconteça de novo - finalizou.