icons.title signature.placeholder Marcelo Braga
28/11/2013
14:53

Após o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), Antônio de Sousa Ramalho, afirmar que os funcionários do canteiro de obras da Arena Corinthians já sabiam que havia risco de um desastre no local e esses dados estavam documentados, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Infraestrutura de São Paulo e a Odebrecht se defenderam.

Diretor do Sindicato do "Sindicato da Pesada", Flávio Ferreira, afirmou que não existe documento apontando riscos na Arena Corinthians.

- Se houvesse risco, a obra teria sido parada. Não existe documento algum que fale sobre riscos na obra, como foi dito pelo Sintracon. Acompanhamos a obra desde o pontapé inicial e sempre que detectamos irregularidasdes, a Odebrecht nos atendeu - disse Flávio Ferreira.

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A Odebrecht, por meio da sua assessoria de imprensa, também negou a existência do documento. Além disso, a empresa também destacou que o Sintracon não 'apita' na obra da Arena.

Por sua vez, o presidente do Sintracon, Antônio de Sousa Ramalho, destacou que tem o poder de lutar pelos operários da obra.

- Represento as empreiteiras, os funcionarios terceirizados, como pintores e pedreiros, entre outros trabalhadores - falou Antônio.

CONFIRA A NOTA OFICIAL DA CONSTRUTORA:

"A Odebrecht Infraestrutura e o Sport Club Corinthians Paulista esclarecem que não houve nenhum alerta prévio ao acidente e negam a ocorrência dos eventos relatados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo.

Esclarecem também que tal sindicato não representa os trabalhadores que realizavam as operações de movimentação de guindaste e colocação de estrutura metálica na obra da Arena Corinthians. Esses trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, Infraestrutura e Afins do estado de São Paulo (Sintrapav SP).

O Sintrapav SP esteve na manhã desta quinta-feira, dia 28, no canteiro de obras, junto com o Ministério Público e Ministério do Trabalho, apurando informações sobre o acidente. A Odebrecht reafirma seu rigor nos procedimentos de segurança do trabalho. Até essa quarta-feira, a obra havia registrado 9,5 milhões de horas trabalhadas sem acidentes graves."

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