icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
03/03/2014
09:00

O formato escolhido pela Federação Paulista de Futebol (FPF) para o Campeonato Paulista de 2014 ainda gera discussões. Sem confrontos diretos, a fórmula simplifica o trabalho do matemático Tristão Garcia, mas deixa a missão dos clubes pela classificação às quartas de final mais difícil. Para o membro da Academia LANCE!, o modelo em que os cinco times de um grupo não se encontram e enfrentam apenas as outras 15 equipes do torneio contraria às lógicas do esporte.

-  É uma fórmula de disputa absurda, não existe isso de não ter confronto direto. Simplifica os cálculos do ponto de vista matemático, claro, mas é muito estranho. Criaram um método para os grandes não serem eliminados e para um pequeno incomodar. Só depois eles se enfrentam. É a coisa menos válida que existe no esporte você comparar sua campanha com alguém que não enfrentou - afirmou, apenas iniciando as críticas.

- Nunca errei a margem de pontuação necessária para uma meta em um campeonato, como quantos pontos um time precisa fazer para se classificar ou escapar do rebaixamento. Mas nessa fórmula isso fica em risco. A falta do confronto direto causa isso. É um modelo matematicamente perfeito, mas reprovado, abominado pela fisica do futebol - disparou.

Tristão Garcia também aproveitou para analisar a possibilidade do São Paulo 'entregar' os jogos para os concorrentes do Corinthians no Grupo B e, dessa maneira, tirar o rival das quartas de final do Paulistão. Para o matemático, é impossível inserir esse fator nos cálculos de probabilidade na luta pela classificação.

- O São Paulo não precisa fazer muita coisa para entregar, pois não vem jogando bem. Ele está bem na classificação porque o grupo está mal, só tem o Penapolense. O São Paulo só tem 54,5% de aproveitamento, ainda não está jogando bem, mas como é grande, não vai fazer isso de entregar. Sei que alguns torcedores podem pensar isso, mas se perder vai ser pelo momento irregular que passa - opinou.