icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
20/02/2015
12:35

Muricy Ramalho tem sido muito criticado por supostamente não trabalhar a parte tática do São Paulo, principalmente após a derrota para o Corinthians na Copa Libertadores da América. Nesta sexta-feira, o técnico mudou o hábito de fechar as atividades táticas no CT da Barra Funda e comandou o trabalho visando ao jogo com o Osasco Audax, às 17h deste sábado pelo Campeonato Paulista, com portões abertos.

Recentemente, em entrevista coletiva, Muricy explicou que não dá treinos táticos com a presença da imprensa porque gosta de fazer cobranças duras sobre os jogadores e teme que essa postura seja mal interpretada. Com os jornalistas no CT, o treinador foi mais contido para fazer as correções no posicionamento das equipes que armou nesta sexta.

Os titulares, de vermelho, treinaram com Rogério Ceni, Bruno, Rafael Toloi, Dória e Reinaldo; Denilson, Souza, Thiago Mendes e Michel Bastos; Alexandre Pato e Luis Fabiano. Esta formação, segundo Muricy, será usada neste sábado contra o Audax e deve ser repetida na próxima quarta-feira contra o Danúbio, pela segunda rodada da Libertadores. Os reservas trabalharam com Denis, Lucão, Paulo Miranda e Edson Silva; Hudson, Auro, Maicon, Centurión e Boschilia; Ewandro e Ademilson.

Muricy conversou muito com Michel Bastos, que diversas vezes debateu com o técnico durante as atividades. O camisa 7, deslocado para a lateral esquerda no clássico com o Corinthians, voltou a atuar como meia e conversou bastante com o lateral Reinaldo para coordenar a movimentação e o posicionamento da dupla na faixa esquerda do campo. Essa conversa, inclusive, é uma das cobranças do técnico para o grupo.

- Nossos jogadores são muito disciplinados, amigos, mas dentro de campo ninguém fala, são muito calados. Isso não é bom. Chamar a atenção do companheiro não quer dizer que está o deixando em roubada. Eles têm o grupo deles, que jogam bilhar e baralho, mas dentro de campo têm dificuldade. Foi o que eu falei na reunião, que eles têm total liberdade para falar entre eles. Isso, todo time tem que ter. Tem que chamar atenção, é um defeito que a gente tem - disse.


Ao mesmo tempo em que espera ver os atletas mais falantes em campo, Muricy mudou um pouco postura que reconhece ter nas atividades táticas. As orientações para os jogadores eram feitas de perto, sem alarde. Quando a bola parada defensiva foi treinada, era possível ouvir Rogério Ceni chamar a atenção dos companheiros, mas a fala do comandante era inaudível.

A serenidade também foi vista na entrevista coletiva concedida após o término do treino, que ainda teve trabalho técnico em campo reduzido e atividade de finalização, todas com a presença de Paulo Henrique Ganso, Alan Kardec, Antonio Carlos, Rodrigo Caio e Cafu - o quinteto fez a primeira parte do treino em outro campo para aprimorar a parte física. A saída de Ganso foi justiticada como pedido do atleta, já a de Kardec trata-se de opção tática.

- Ganso pediu para não jogar, porque não estava se sentindo bem. A outra mudança, sim, é técnica e tática. O Pato vinha jogando bem, mas não poderia jogar (contra o Corinthians) e volta a ser titular. No lugar do Ganso, o Thiago (Mendes) entra, que tem chegada, profundidade. Mas o Ganso pediu para não jogar, não se sentiu bem mesmo - explicou.

O zagueiro Breno correu em volta dos campos do CT e realizou circuitos montados pelo preparador físico Sergio Rocha. Dória, com inchaço no pé direito, saiu do gramado após o treino tático para fazer tratamento no Reffis. Lá, o defensor encontrou o lateral-esquerdo Carlinhos e o meia Daniel, que se recuperam de lesões nos joelhos esquerdo e direito, respectivamente.