icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
09/11/2013
08:36

Em 2010, ano do Centenário, luta pelo título brasileiro até a última rodada. Em 2011, campanha irrepreensível, com direito a uma arrancada inicial (nove vitórias em dez jogos) e confirmação do quinto título da história. No ano passado, com o brasão da Libertadores, bom desempenho e colocação honrosa (6ª) na espera da viagem para o Japão. Já em 2013...

O que foi motivo de orgulho para o torcedor do Corinthians nos últimos anos, transformou-se em desgosto nesta temporada. Se a equipe sempre esteve como protagonista nas últimas edições do Brasileirão, o mesmo não se pode dizer do desempenho na atual competição.

A equipe e Tite se mostrou bastante irregular, já que possui a melhor defesa, com apenas 20 gols tomados em 32 jogos, e o segundo pior ataque, com apenas 25 tentos. Para muitos, faltou interesse dos jogadores que conquistaram inúmeros títulos nos últimos anos. Para outros, houve um envelhecimento de boa parte do elenco, além de uma reposição ruim das peças que não conseguiram render o esperado.

Motivo não importa. A verdade é que o desempenho do atual campeão do mundo na competição nacional é insatisfatório. Pela folha salarial do elenco, um dos maiores e mais qualificados do país, o adjetivo pode ser até mais pesado: pífio.

– Os jogadores têm sua parcela de culpa, e cada jogador tem de ter consciência disso. A gente espera que ele (Tite) possa ficar, porque tem muito a dar ao Corinthians – disse o meia Renato Augusto, tentando evitar que a culpa pelo fracasso fique só com o treinador.

Problemas e equívocos de 2013 do Timão:

Acomodação - Multicampeão, com direito a dois títulos em 2013 (Estadual e Recopa), a luta pelo caneco do Brasileirão foi menor do que em outros momentos. Relaxamento foi uma das palavras usadas pelos atletas.

Lesões - O técnico Tite sofreu para ter opções no banco de reservas. Cássio, Guilherme, Fábio Santos, Renato Augusto e, por último Paolo Guerrero, foram alguns dos jogadores que tiveram lesões graves e pararam por um longo período em determinado momento da temporada.

Sem força ofensiva - Apenas o Náutico, que foi rebaixado a seis rodadas do fim, tem menos gols do que o Corinthians na competição. Foram apenas 25 marcados em 32 jogos, o que põe essa edição como uma das piores do clube desde 171, quando o Brasileirão começou a ser disputado.

Reforços em baixa - Gil, Renato Augusto e Alexandre Pato foram os jogadores contratados pela diretoria para 2013. O primeiro rendeu bem e se tornou um dos destaques. Os outros dois, apesar da qualidade, não conseguiram fazer o mesmo, seja por lesão, postura ou pressão da torcida.

Veteranos - A diretoria não contava com a falta de intensidade dos jogadores mais velhos que, ao contrário dos anos anteriores, não conseguiram render. A falta de perna no segundo semestre foi clara.

COM A PALAVRA
Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians

Em termos de elenco e contratações, estava tudo planejado. Eu passo tudo para os atletas em relação a comportamento, cobranças, só que depois que sai do CT a gente perde o controle. Todos estão treinando como sempre, e isso nos deixa confiantes. Estamos focados para fazer um ótimo término de campeonato, com a volta de jogadores importantes e motivação, e isso é o importante.

O Renato Augusto estava jogando, o Pato melhorando, o Gil se firmou. Mas o Guerrero, por exemplo, a gente não contava com tantas convocações, apesar de saber que vinham algumas. Não contávamos com lesões, como a do Guilherme, e outros fatores que infelizmente não podemos controlar. Se tivéssemos com todo mundo bem seria diferente. Já temos um planejamento para 2014 feito há um bom tempo. São coisas muito particulares. Estamos bem organizados, é uma pena não poder falar sobre isso. Tem atletas bem observados.