icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
03/07/2014
14:57

Oriundo do caratê, Lyoto Machida é um legítimo artista marcial. A disciplina demonstrada pelo lutador em todos os aspectos de sua rotina é admirada e elogiada por fãs no mundo inteiro. Sereno e direto, o baiano falou em entrevista ao LANCE!Net sobre o desafio deste sábado, quando enfrenta Chris Weidman em disputa de cinturão dos médios válida pelo UFC 175, em Las Vegas.

Ao ser perguntado sobre as recentes declarações de Ray Longo, principal técnico de Weidman, que acredita que o brasileiro tem um "queixo fraco", Machida preferiu não entrar em polêmica e manter a tranquilidade diante da luta que pode significar o feito de conquistar o segundo cinturão do Ultimate em duas categorias diferentes, feito que apenas Randy Couture e BJ Penn alcançaram no evento até hoje.

- Essa é apenas a visão dele. Ele é o técnico do Weidman e fala o que quiser. Vamos ver na luta se é isso mesmo... Não faz meu estilo entrar nesse jogo de provocações. Meu trabalho é no octógono, e é lá que vou falar. Não me importo com ele - declarou o carateca, em conversa por telefone com a reportagem do L!Net. 

Apesar de muitos torcedores tratarem o duelo contra Chris Weidman como uma oportunidade de Lyoto vingar as derrotas do amigo Anderson Silva para o americano, o desafiante garante que não levará para o octógono nenhum sentimento nesse sentido. Ele ainda explicou de que forma Spider o ajudou nos treinamentos para a disputa.

- Na verdade , estava treinando e o Anderson apareceu na academia. Ele teve uma reunião, assistiu ao treino e me deu algumas dicas de como o Weidman se comporta na hora da luta. É sempre bom ouvirmos algo diferente, principalmente de um cara experiente como o Anderson. Mas apesar de tudo não penso dessa forma vingativa. Quero fazer o meu trabalho, fazer uma grande luta, sem nenhum sentimento de vingança. Não tenho nada contra o Weidman. Respeito muito a opinião dos fãs, mas não posso pensar dessa forma. Isso pode me atrapalhar - explicou o ex-campeão dos meio-pesados.

Lyoto recebe o apoio de Anderson Silva em treinamento (FOTO: Reprodução)

Confira um bate-papo com Lyoto Machida
Qual a diferença do Lyoto que disputou o cinturão pela última vez (contra Jon Jones, em dezembro de 2012) para esse que vai tentar o título mais uma vez?
Acho que o principal é a experiência, os anos que passaram e as lutas que tive de forma constante. Tudo é parte de uma mudança que conquistei. Agora sou um peso-médio, estou mais rápido, mais solto, e é isso que tento mostrar em cada luta.

Você acredita que o Weidman vai encarar sua trocação  na luta em pé ou vai buscar o jogo de wrestling?
Ele não é o campeão à toa. O Chris é completo, acho que ele vai fazer um pouco de tudo, mas vai estar sempre buscando de alguma forma impôr a especialidade dele, que é o wrestling.

Você pretende levar a bandeira do Brasil para o octógono em caso de conquista de cinturão, assim como fez quando se tornou o campeão meio-pesado, em 2009?
Claro. Já pensei nisso. A bandeira do Brasil é a forma que tenho de agradecer tudo o que o país fez por mim. As pessoas falam mal, mas não posso deixar de reconhecer o que passei na minha infância. Aprendi muito no meu país. Mostro o meu reconhecimento pela pátria através desse ato. Prometo levar a bandeira do Brasil para o octógono se vencer a luta. A gente tem de vestir a camisa e levantar a bandeira independete do que o Brasil seja ou deixe de ser. Não posso deixar de ter resse reconhecimento.

Em 2009, Lyoto ergueu a bandeira brasileira ao receber cinturão (FOTO: UFC) 

Mande uma mensagem para o público brasileiro...
Pessoal, podem esperar que darei o meu melhor dentro daquele octógono neste sábado. Meu treinamento correu muito bem, vou apresentar o meu melhor e ser profissional. Prometo entregar o meu máximo pelo cinturão.