icons.title signature.placeholder Bruno Giufrida, Bruno Cassucci e Guilherme Amaro
27/11/2013
10:07

Mesmo sem objetivos nesta reta final do Campeonato Brasileiro, o Santos decidiu que não poupará os titulares nas duas partidas que restam para o fim da competição (contra Atlético-PR neste domingo, no Teixeirão, em São José do Rio Preto; e diante do Goiás, no Serra Dourada). A decisão foi tomada após conversas entre comissão técnica, departamento médico e diretoria do clube.

Já alguns reservas, aqueles que começarão jogando o Paulistão em 2014, entrarão em recesso logo após o duelo contra o Furacão.

Sem chances de classificar para a Libertadores e sem risco de rebaixamento, os jogadores e os dirigentes pregam conquistar o máximo possível de pontos para terminar a temporada de uma forma digna. Já o técnico Claudinei Oliveira, que não ficará no Santos, tem o objetivo de acabar o Brasileirão com 53 pontos, igualando a marca de Muricy Ramalho no comando da equipe em 2012.

O preparador físico Ricardo Rosa explicou o motivo de o Peixe não ter antecipado as férias dos principais atletas, já pensando na próxima temporada. Segundo ele, por conta da falta de jogos de quarta ou quinta-feira, os riscos de os jogadores sofrerem lesões musculares diminuíram. A última vez que o time jogou no meio de semana foi em 14 de agosto, na 35ª rodada. De lá para cá, seis dias para treinar até os jogos.

– Não tem por que poupar. Nós tivemos algumas semanas sem jogos, então os jogadores estão inteiros. Paramos para treinar e não tivemos jogos em meio de semana. O desgaste diminuiu e, por isso, decidimos que todos os jogadores ficam até a última rodada – afirmou Ricardo Rosa, em entrevista ao L!Net.

Os titulares se reapresentarão no dia 9 de janeiro, visando a preparação para a disputa do Campeonato Paulista, no qual o Peixe estreia no dia 22, contra o XV de Piracicaba.

– A ideia é levar para o treinador o resultado dos testes realizados antes da competição, treinar e ver quem está pronto para jogar na estreia. Só vai jogar quem estiver preparado. É importante ter uma boa pré-temporada – disse Rosa.

Imitar o Atlético-PR, que jogou com time sub-23 o Estadual para aumentar a pré-temporada, foi cogitado, mas o Peixe deve poupar apenas nas primeiras rodadas.

Confira o bate-bola com Ricardo Rosa:

Como analisa o calendário do futebol brasileiro?
É preciso analisar com cuidado. Falar que 60 jogos seria o número ideal pode ser ruim, porque depende do período em que esses 60 jogos seriam disputados. Não adianta jogar 60 jogos em poucos meses. Tem que ter 60 jogos em dez meses, uma média de seis por mês, aí fica perfeito. Esse ano teve Copa das Confederações, apertou um pouco o calendário e chegamos a jogar quatro jogos em uma semana e meia. Temos que pensar na distribuição de jogos na temporada como um todo.

Por que não imitar o Atlético-PR, que jogou o Campeonato Paranaense com o time sub-23?
Essa é uma ideia, mas o trabalho deles inteiro foi bom, não só nessa parte. Eles fizeram um bom trabalho do começo ao fim do ano. Mas não dá para dizer que está na final da Copa do Brasil porque poupou os jogadores no começo do ano. O planejamento foi bom como um todo, tem que dar os parabéns a todos, não só pela preparação física.

O Santos mandou os jogos para o interior. É mais desgastante?
Não, é a mesma coisa. O time pega um avião um dia antes e em pouco tempo chega lá. Se voltar de ônibus pode ser bom, porque ganha um dia de descanso a mais.