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22/04/2014
16:12

O meia Valdivia não garante que ficará no Palmeiras após a Copa do Mundo tampouco esconde o sonho de voltar à Europa, mas deixa claro que não tem o desejo de atuar em outra equipe brasileira - o Flamengo voltou a tê-lo em pauta.

- Não teve ninguém da diretoria falando aqui que quer me vender. O que teve foi um cara que ajudou a me trazer (o conselheiro Osório Furlán) que teria me oferecido ao Flamengo. Se vocês querem a resposta mais concreta, não teve ninguém do Flamengo me procurando. Então não tem porque eu responder se vou para outra equipe. Me vejo no Palmeiras disputando o Brasileirão - disse o camisa 10.

- Estão falando que posso sair daqui depois da Copa, mas nem sei se vou disputar a Copa. Se eu for sair, vamos responder depois da Copa. Estou tranquilo, em uma sequência de vários jogos. Não estou pensando em sair do Palmeiras - acrescentou.

O salário de Valdivia se aproxima dos R$ 500 mil mensais e está acima do que o presidente Paulo Nobre considera ideal. Como o contrato do chileno termina em agosto do ano que vem, a janela europeia que reabre em 14 de julho significará uma das últimas chances de recuperar parte do investimento feito para repatriá-lo em 2010. Tanto a diretoria do Verdão quanto o investidor Osório Furlan, dono de 36% dos direitos econômicos do camisa 10, veem com bons olhos a chance de vendê-lo. Para ele, só interessa se for a um clube do Velho Continente.

- Sobre jogar em outro clube do Brasil, seria muito difícil. Estou muito identificado com o clube, com a história. Quando digo história, é pela história que o clube tem, não que eu seja parte. Para depois vocês não escreverem que o Valdivia é parte da história, como estão acostumados. Seria difícil, não me vejo jogando em outra equipe - disse, antes de evidenciar que se divide entre dois desejos:

- Eu gostaria de encerrar minha carreira aqui no Palmeiras, gostaria de ter uma nova oportunidade na Europa - disse o armador, incoerente, para depois se explicar:

- Quando falei que gostaria de encerrar minha carreira aqui, é porque é um sentimento que eu tenho hoje. Foi perguntado se eu gostaria de voltar para a Europa, e eu gostaria (jogou no Rayo Vallecano, da Espanha, e no Servette, da Suíça). Mas se não for, jogar aqui é muito bom. O Brasil é um país que está sempre conquistando Libertadores. Não é que eu esteja desesperado para ir para a Europa. Muito pelo contrário, estou bem aqui.

Para tirar Valdivia do Al-Ain (EAU) em 2010, o Verdão se comprometeu a pagar 6 milhões de euros (R$ 14,2 milhões à época e mais de R$ 18,7 milhões na conversão atual). Osório Furlan tirou dinheiro do próprio bolso para ficar com 36%, sendo 54% do Palmeiras e outros 10% do atleta. Como o clube usou cartas de crédito e não honrou com os pagamentos, o preço total da compra já superou os R$ 30 milhões, que ainda não foram totalmente quitados.