icons.title signature.placeholder Guilherme Gomes
13/11/2014
19:17

Ainda não será desta vez que um britânico conseguirá repetir o feito do australiano Lleyton Hewitt e vencer as Finais da ATP como representante do país em que o evento é realizado. Em 2001, Hewitt ganhou o torneio quando as Finais foram jogadas em Sydney.

Nesta quinta-feira à noite a esperança de Andy Murray e da torcida britânica foi por água abaixo. Para continuar sonhando com uma vaga nas semifinais, o escocês de 27 anos precisava ganhar de Federer por 2 sets a 0. Não só não ganhou em dois sets como foi solenemente trucidado por 6-0 e 6-1.

O duelo teve todos os ingredientes de uma batalha decisiva. Foi, até o momento, o jogo mais aguardado e prestigiado das Finais. Para se ter uma ideia, mesmo sendo um jogo da fase de grupos, os ingressos estavam mais caros do que para a semifinal. O mais barato em torno de 150 libras (cerca de R$ 600).

Com um heroi local na quadra, a atmosfera na arena O2 era de final de campeonato. Casa lotada, presenças ilustres - como a do técnico português José Mourinho - e muita torcida para o britânico. Nada disso adiantou.

Murray só teve uma pequenina chance no começo da partida. Talvez embalado pelo ambiente, logo no primeiro game do primeiro set abriu 0-30 no saque do suíço e esteve perto de conseguir o break-point. Mas a frieza e a perfeição de Federer foram um balde água fria.

A partir daí, Federer passeou em quadra. A ponto de parecer ter deixado o escocês ganhar um game no segundo set para não aplicar um duplo pneu.  

Com o resultado, Federer terminou como primeiro colocado do grupo B. Dessa forma provavelmente foge de um confronto com Djokovic nas semis e deixa esse duelo de titãs para uma eventual final. Além disso, o suíço colaborou para a classificação de Nishikori em segundo lugar do grupo. No jogo da tarde, o japonês derrotou o espanhol Davi Ferrer por 2 a 1 (4-6, 6-4 e 6-1). Nishikori teve de encarar o alternate Ferrer pois o canadense Milos Raonic desistiu de jogar sua última partida devido a uma lesão muscular.

Além da definição do grupo, outra coisa estava em jogo neste Federer x Murray. Foi um tira-teira entre os dois tenistas, que até então haviam se enfrentado 22 vezes, com exatas 11 vitórias para cada lado. Agora são 12 vitórias do suíço e 11 do escocês. E curiosamente, desses 23 duelos, cinco aconteceram em Finais de ATP, com Federer ganhando quatro deles.

Ao confirmar presença nas semifinais do torneio em Londres, o suíço chega a 12 semifinais em 13 eventos seguidos. Além disso, igualou o tcheco Ivan Lendl, até então recordista nesse quesito com 12 semifinais no torneio.

Os adversários de Federer e de Nishikori nas semifinais serão definidos nesta sexta nos confrontos do grupo A. As maiores probabilidades são as classificações de Djokovic e Wawrinka, nessa ordem. Com isso, pode pintar um confronto de suíços na semifinal.