icons.title signature.placeholder Caio Carrieri e Fellipe Lucena
22/11/2013
08:14

Sem dinheiro para grandes contratações de olho em 2014, ano do centenário, o Palmeiras definiu uma das estratégias a fim de atrair nomes de qualidade para o elenco: oferecer premiações mais vantajosas por metas alcançadas, uma vez que não tem dinheiro em caixa para bancar altos salários, comuns nos dias atuais.

Com o aquecimento do mercado de transferências na virada de ano que se aproxima, a intenção da diretoria é estabelecer em novos contratos as bonificações. A prática já existe no futebol, mas ela seria mais desmembrada no Verdão. Envolveria determinada posição atingida na tabela de classificação de um campeonato, disputa de final e conquista de títulos, entre outros.

O método de proporcionar recompensas mais polpudas não deve se restringir aos jogadores que desembarcarem no Palestra Itália no próximo ano. A cúpula pretende utilizar deste expediente para tentar a renovação de vínculos do atual grupo de jogadores. Treze palmeirenses estão com o contrato se encerrando em dezembro, e a diretoria iniciou a conversa com alguns deles, casos de Vilson e de Leandro. Ambos desejam aumento salarial para seguir no Alviverde. O zagueiro já fez uma contraproposta em cima do que o clube lhe ofereceu, e o atacante já afirmou publicamente que deseja uma valorização em seus vencimentos para vestir verde e branco em 2014.

Membros da diretoria se dividem entre pensamentos otimistas e pessimistas para próxima temporada. Os da primeira ala até citam como exemplo o Atlético-PR, que voltou da Série B neste ano, caminho do Palmeiras em 2014, é finalista da Copa do Brasil e quarto colocado do Campeonato Brasileiro. Integrantes da segunda corrente ressaltam a falta de dinheiro no Verdão e preveem um fim de 2013 sem grandes novidades que encham o torcedor de esperança. Outra alternativa estudada pelo presidente Paulo Nobre é o aporte de investidores em contratações.

DIRETORIA QUER REFORÇOS PARA QUATRO POSIÇÕES:

Lateral-esquerdo
Juninho terminou a Série B em alta, mas chegou a perder a posição para Marcelo Oliveira no primeiro semestre. Diretoria quer alguém para assumir a posição.

Lateral-direito
Luis Felipe parecia ter resolvido o problema da posição, mas não vai ficar no clube. Ayrton volta, mas a ideia é trazer alguém para ser titular.

Meia
Valdivia ressurgiu no segundo semestre, mas é consenso que ficará fora de muitos jogos em 2014. A busca é por alguém para revezar com ele.

Atacante
Alan Kardec, além de não ter um substituto à altura no elenco, está emprestado só até o meio do ano. Clube procura mais um centroavante.

OS COFRES DO VERDÃO EM 2013

Folha salarial
Paulo Nobre herdou salários altos da gestão Tirone e até cogitou emprestar Wesley, que recebe R$ 350 mil por mês. A atual gestão nem pensa em pagar valores como este ou os R$ 500 mil mensais de Valdivia a algum reforço.

Patrocínio
Se a situação já não era fácil, ficou pior pelo fato de o clube ter passado o segundo semestre sem patrocinador – a Caixa está perto de fechar para 2014, por R$ 30 milhões. Mesmo assim, Mendieta foi comprado por mais de R$ 4 milhões.

EXEMPLOS VISTOS PELA DIRETORIA

A ser seguido
Após conquistar o acesso em 2012, o Atlético-PR está no G4 do Brasileiro e na final da Copa do Brasil. E sem contratações de peso: destaques são Paulo Baier (veterano), Marcelo (base) e Ederson (voltou de empréstimo).

A não ser seguido
O Internacional fez investimento milionário e não briga por nada no Brasileiro. No meio do ano, Gilson Kleina revelou ter se assustado com a pedida de Scocco, hoje reserva do Colorado. O Flu, outro com folha inchada, está perto de cair.