icons.title signature.placeholder Jonas Moura
24/07/2014
08:03

No momento em que os clubes do vôlei brasileiro estão com seus elencos fechados, o futuro da bicampeã olímpica Jaqueline ainda é incerto. E ela não demonstra otimismo em permanecer no país. Com propostas do exterior, a ponteira admite atuar longe do marido Murilo, do Sesi-SP, e em meio aos cuidados de que necessita o filho Arthur, de apenas sete meses.

Por ser considerada uma jogadora de pontução sete (número máximo no ranking da CBV, que visa equilibrar as equipes da Superliga), Jaqueline ficou sem espaço entre os grandes times do Brasil. Ela confirma que recebeu ofertas do país, mas não se animou. Quer esperar até o final do ano para tomar uma decisão e fala com total descrença sobre o futuro da Superliga.

– É horrível ver a lista das jogadoras com meu nome lá "sem clube". Não tenho ninguém para me ajudar. Já estou cansada de reclamar. As pessoas dizem "Jaque chorona". Então, não vou falar mais nada, e vai todo mundo embora – criticou a atleta na última quarta-feira, após o treino da Seleção Brasileira em Saquarema (RJ), lembrando das recentes saídas da oposto Sheilla, para a Turquia, e da levantadora Fabíola, para a Rússia.

O Molico/Osasco, última equipe que a atacante defendeu, esgotou seu número de atletas com sete pontos ao renovar com a central Thaisa e contratar a levantadora Dani Lins. A Unilever tem apenas uma jogadora na lista, a ponteira Natália, mas já fechou o elenco diante do orçamento disponível. O mesmo vale para o Sesi-SP, que tem apenas a central Fabiana entre as mais bem colocadas no ranking, e o Banana Boat/Praia Clube (com Tandara). A extinção do Vôlei Amil agravou a situação.

– Não entendo como tenho sete pontos se nem joguei no ano passado. Queria poder ficar aqui, ter minha valorização. Sou bicampeã olímpica. Mas já sabia que alguma m... ia acontecer, então deixei de lado. O futuro a Deus pertence.

Jaqueline ficou um ano afastada da Seleção por causa da gravidez de Arthur. Ela retornou ao grupo no Montreux Volley Masters, em maio deste ano, quando o Brasil terminou na quinta colocação.

A Seleção estreia no Grand Prix na sexta-feira da semana que vem, contra a China, às 12h30 (de Brasília), em Sassari (ITA). A equipe busca o décimo título do torneio.