icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
23/03/2014
13:04

Nada de cabelo diferente, unha pintada ou barba. O padrão Fifa para a Copa do Mundo afeta até os gandulas, que foram treinados neste domingo em 11 das cidades-sede, além da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

No Rio, 32 jovens entre 13 e 15 anos receberam treinamento prático no CFZ, na Barra da Tijuca, desenvolvido pela Coca-Cola, e deram um passo importante para atuarem no Mundial.

- Só de estar lá pisando no Maracanã vai ser uma oportunidade muito grande. Nunca imaginei que poderia ter a chance. É importante aprender regras desde cedo. É um valor para a vida - afirmou a estudante Yzamara Alves, de 13 anos, que valorizou a disciplina do processo.

As restrições impostas pela organizadora da Copa passam, além da orientação devida para a reposição de bola, até pelo comportamento diante dos jogadores. Os gandulas não podem tirar fotos, usar placas de publicidade como apoio ou esboçar a mínima comemoração após os gols. Contato com os craques? Apenas o profissional, entregando a bola, sem tietagem.

- Não pode torcer por ninguém. Fomos orientados, temos que ficar parados. Nem esperávamos vir para cá. Fomos campeões de um torneio de futebol aqui no Rio e por isso fomos escolhidos. Estamos gostando muito. Não sei se teria condição de ver a Copa no estádio - disse Luiz Cláudio Oliveira, de 14 anos.

Os jovens foram orientados por uma equipe comandada por Ricardo Almeida, instrutor da Ferj e ex-árbitro auxiliar. Victor Bicca, diretor de assuntos governamentais, sustentabilidade e comunicação da Coca-Cola acompanhou a atividade da manhã deste domingo.

- Isso faz parte do pacote de parceria com a Fifa. Há algum tempo a Coca-Cola já faz isso. Recebemos nota 10 da Fifa na Copa das Confederações. Na final, inclusive, quando o Fred fez o gol e foi para cima do gandula, ele não se mexeu, mostrando que o treinamento foi bom. Trabalhamos a parte técnica e comportamental. Qualquer ação imprópria pode causar um problema maior no evento - contou ele, ressaltando que o investimento no treinamento dos gandulas faz parte do contrato de patrocínio firmado com a Fifa para o Mundial.

Em cada partida da Copa, a Fifa usa 14 gandulas. Os adolescentes treinados no Rio terão a chance de atuar em seis dos sete jogos do Maracanã. Para a final, foi selecionado um grupo de rapazes de Santa Maria, porque eles foram os campeões da competição de futebol que serviu como seletiva para as vagas de gandula no Mundial.