icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
27/06/2014
07:05

Desde que o Brasil descobriu que enfrentaria o Chile nas oitavas de final, a jogada aérea tem sido apontada como a principal arma para o time verde e amarelo balançar as redes. Não por acaso. A Roja é a seleção mais baixa da Copa, e sua defesa, formada por Medel, Silva e Jara, tem média de apenas 1,75m – a do Brasil, por exemplo, tem 1,85m, a mesma altura de Fred.

Felipão quer aproveitar tal vantagem, mas sabe que seu time não vai bem pelo alto. Desde que ele voltou ao comando da Seleção, o time marcou 64 gols e apenas sete foram pelo alto, cerca de 11%.

A alternativa, então, pode ser aproveitar outro ponto fraco do Chile: os espaços para contra-ataque. Foi desta maneira que os vermelhos mais foram vazados nas Eliminatórias. Dos 25 gols sofridos no torneio classificatório para o Mundial, sete foram dessa forma. Pelo alto foram apenas quatro.

Não é coincidência... O Chile levou três gols nesta Copa: dois de cabeça e um em contra-ataque.

– Já vimos jogos deles e também o vídeo da nossa partida no Canadá (amistoso vencido pelo Brasil por 2 a 1, em novembro). Naquele jogo, tivemos várias oportunidades, eles só uma e fizeram o gol. Não sabemos como será o jogo, se eles jogarão por uma bola só. Mas, pelo que têm jogado, eles devem vir de igual para igual – afirmou Fred, de 1,85m e que reconheceu a vantagem de tamanho sobre os zagueiros.

No amistoso a qual Fred se referiu, o Brasil marcou um gol pelo alto e outro após erro na saída de bola chilena – quando o time saia para o ataque, um zagueiro errou passe.

Sábado é dia de usar a cabeça novamente. Em todos os sentidos.