icons.title signature.placeholder Bruno Giufrida e Marcelo Braga
24/11/2013
07:00

Após vencer o São Paulo no Maracanã, o goleiro Diego Cavalieri presenteou uma menina que estava aos prantos na arquibancada com uma camisa sua. E o time, que ainda tem Fred, machucado, acaba de contratar Conca para o próximo ano. Adversário do Santos em Presidente Prudente, às 17h, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Fluminense não vive carência de ídolos. Mas o Peixe, sim.

Órfão de um grande nome desde a saída de Neymar para o Barcelona (ESP), há exatos seis meses, o clube alvinegro chega ao final de um ano sem títulos também sem um nome indiscutível.

Por meio do Twitter, o LANCE!Net perguntou ao torcedor qual jogador ocupou a vaga com a saída da Joia. Entre ironias e algumas citações a Cícero, artilheiro do time na temporada com 21 gols, a grande maioria, porém, afirmou que posto está vago.

- O que a gente que frequenta estádio sente é uma satisfação grande em relação ao Cícero. Ele talvez tenha ocupado essa lacuna, que todos achavam que o Montillo ocuparia. Hoje ele é nosso principal jogador, mas está mesmo faltando aquele ídolo. Sabemos que substituir o Neymar é impossível, mas a diretoria tem de buscar algum reforço que já seja uma realidade - disse Denis Almeida, diretor da Torcida Jovem, principal organizada do clube.

Titulares mais rodados e experientes da equipe, Aranha, Edu Dracena, Arouca, Montillo, Thiago Ribeiro e o próprio Cícero são apostas para vestir essa camisa em 2014. Internamente, porém, não são vistos com o mesmo perfil mercadológico do atacante negociado com o Barça. O multicampeão Léo, de 38 anos, não terá o contrato renovado e deve se aposentar.

Vargas, hoje no Grêmio, é a grande aposta da diretoria para ocupar essa lacuna. Jovem – 24 anos – e com fama de goleador, o atacante é a prioridade do clube na janela de transferências. As negociações com o Napoli (ITA), dono dos direitos econômicos, caminham a cada semana.

Para Fernando Montanha, gerente de marketing do clube, o momento não é mais de trabalhar uma imagem isolada, mas sim a do grupo todo. Mesmo assim, acredita que em breve um novo valor pode surgir com esse potencial nas categorias de base.

- Isso é um processo natural, tem que acontecer naturalmente. A gente também não pode forçar um jogador a virar craque da noite por dia. É que quando um time perde um grande ídolo, como o Neymar e o Robinho, a saída promove uma lacuna, mas não se pode ter pressa - disse ele.

- Quando se cria essa expectativa no substituto, pode ter frustração. Quando o (Ayrton) Senna morreu, a imprensa e o público criaram uma expectativa que um novo Senna iria surgir, e isso prejudicou a carreira do Rubinho (Barrichello), que era um bom piloto. Tem que tomar cuidado - finalizou.