icons.title signature.placeholder Walace Borges
24/02/2015
11:02

A dor daquele fatídico 16 de janeiro de 2009 ainda assola o coração do torcedor xavante. O Brasil de Pelotas não é mais o mesmo desde que o ônibus do clube tombou na BR-392 e três pessoas morreram. Prova disso é que apenas seis anos depois o clube conseguiu se recuperar e, enfim, se recolocar no cenário nacional com certo destaque. Para enterrar de vez o fantasma, o time quer usar o Flamengo, adversário desta quarta-feira pela Copa do Brasil, como trampolim. A reconstrução não tem sido nada fácil.

Em 2009, o Brasil de Pelotas era um time de respeito no cenário gaúcho após ter contratado Darnlei. As coisas pareciam se encaminhar para um ano positivo até o acidente fatal. O atacante uruguaio Claudio Milar, ídolo da torcida, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães foram as vítimas daquele dia. Os nomes se foram e o sentimento de derrotismo tomou conta do clube. Baseado na força do Estádio Bento Freitas e em uma campanha que diz que o Xavante é "uma torcida que tem um time", as coisas começaram a mudar.

Com apenas uma derrota em sete jogos no Campeonato Gaúcho desta temporada, o Brasil de Pelotas ocupa a quinta colocação (já foi líder) e quer surpreender os grandes. Tendo capacidade para aproximadamente 19 mil pessoas, o Estádio Bento Freitas tem sido o alçapão do clube e o Flamengo terá de superá-lo nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. Vale lembrar que o maior público do estádio foi exatamente em um Brasil x Flamengo, em 1985, vencido pelo time da casa por 2 a 0. Neste dia, o Rubro-Negro tinha em campo uma verdadeira seleção com Zico, Adílio, Andrade, Bebeto e outros craques.

No atual elenco do Brasil de Pelotas os destaques ficam pelo goleiro Eduardo Martini, que já teve passagens por Grêmio, Ponte Preta e Avaí, e o atacante Nena, autor do gol da vitória por 1 a 0 diante do Grêmio, na Arena do Grêmio, pelo Gaúchão deste ano.