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13/12/2013
11:43

Um vídeo de 2010 que circula na internet, com entrevista do procurador-geral do STJD, Paulo Schimitt, segue movimentando o imbróglio em que se transformou o fim do Brasileirão 2013. No vídeo, ele aparece defendendo a manutenção do resultado de campo em nome da "condição moral". Na ocasião ele se referia a uma denúncia feita contra o Fluminense por causa da suspeita de uma escalação irregular do meia Tartá no Brasileirão daquele ano, que acabou com o Tricolor carioca sendo campeão.

Em entrevista ao Sportv, nesta sexta-feira, o secretário nacional de futebol, Toninho Nascimento, não saiu em defesa de Paulo Schmitt, mas acha que não se pode comparar uma situação com a outra.
 
- O Fluminense não pode ser responsabilizado por tudo o que está acontecendo, assim como, a Portuguesa tem todo o direito de se defender. O que não se pode fazer é querer comparar uma situação com a outra, pois, são contextos diferentes. O que aconteceu em 2010 não poderia influenciar o que está acontecendo neste ano - comentou Toninho.

O caso Tartá é diferente do de Héverton. Em 2010, o meia levou dois cartões amarelos jogando pelo Atlético-PR, emprestado. O primeiro foi em 16 de maio, contra o Guarani, e o segundo em 5 de junho, contra o Vitória. Já pelo Fluminense, ele levou o terceiro amarelo justamente contra o Furacão e cumpriu suspensão contra o Grêmio. A tese, descartada, foi que o jogador, levando em conta só os cartões pelo Flu, não poderia ter enfrentado o Vasco. Mas a questão não avançou.

Ainda em entrevista, Toninho comentou a respeito dos episódios de violência protagonizados por torcidas organizadas ao longo deste ano. Segundo ele, é necessária a criação de um banco de dados dos frequentadores dos estádios.

- É necessária a criação de um banco de dados com informações dos torcedores. Assim como fez o Tribunal Superior Eleitoral, com o cadastro biométrico dos eleitores, poderia ser feito também com as torcidas. Medida já tomada no futebol argentino e inglês - finalizou.