icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
11/06/2014
17:00

Luiz Felipe Scolari não pôde viajar ao Rio Grande do Sul para acompanhar o velório do sobrinho, que morreu na terça-feira após um acidente de carro. A segunda perda em pouco mais de duas semanas - no fim de maio o cunhado do técnico havia falecido também no Sul - ainda não foi totalmente assimilada, mas entendida e amenizada por meio da solidariedade dos comandados.

Concentrado com os 23 escolhidos por ele para disputar o Mundial desde o dia 26 de maio, Felipão diz que a força para superar o drama pessoal vem a partir do esforço de cada um em busca do objetivo em comum, que é o título da competição.

- Convivemos com dificuldades juntos e a vida segue. Temos de seguir em frente. Encontro forças no trabalho desse grupo, que se dedica e trabalha mesmo quando não estamos no meio deles, sempre buscando algo para melhorar. Isso tudo faz com que uma situação de tristeza fique de lado e você acaba vendo beleza nisso que está acontecendo aqui. A saída da Granja, a chegada nos aeroportos... Tudo isso faz com que vejamos as coisas pelo lado positivo - destacou.


Com o semblante mais leve e até descontraído, Felipão também não deixou transparecer qualquer sinal de ansiedade pela estreia diante da Croácia nesta quinta-feira. Questionado algumas vezes sobre quais seriam as possíveis reações durante a noite anterior ao primeiro jogo na Copa, o técnico foi taxativo:

- Já disse mais de cem vezes. Durmo bem e esta noite irei dormir muito bem. Vivemos uma ansiedade de chegar momento do jogo. Passamos muitos dias treinando, o que causa uma angústia e, agora, está na hora de começar e pronto.