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06/12/2013
19:54

O anunciado duelo entre dois dos maiores astros da Star Sailors League (SSL), Robert Scheidt e Paul Cayard, aconteceu nesta sexta-feira na raia de Nova Providência, ao norte do Nassau Yacht Club, nas Bahamas. Melhor para Scheidt e seu parceiro Bruno Prada, que superaram os rivais americanos (Cayard faz dupla com Austin Sperry) e venceram também a última regata da fase de classificação da SSL Finals. Com isso, os brasileiros vão para a fase final mostrando domínio da classe, com quatro vitórias e três segundos lugares em nove provas. A competição termina neste sábado, quando será conhecido o campeão de 2013, em mais três regatas, a partir das 14h (de Brasília).

- Velejar sem pressão foi melhor. Corremos mais soltos e ganhamos - comemorou Scheidt, que voltou a competir na Star depois de um ano totalmente dedicado à classe Laser, que integra o programa olímpico da Rio-2016, enquanto a Star foi excluída.

A disputa entre brasileiros e americanos dominou a oitava e penúltima prova da primeira fase. Scheidt e Prada chegaram apenas dois segundos à frente de Cayard e Sperry. No visual, a diferença foi de um barco. Os brasileiros venceram a regata com 63m55. Os também americanos Mendelblatt e Fatih cruzaram seis segundos depois, deixando aberta a briga entre os três barcos até o último momento.

A ampla vantagem acumulada por Scheidt e Prada nas nove regatas preliminares será desconsiderada neste sábado, dia de se conhecer os campeões após três regatas: quartas de final, semifinal e final, com dez, sete e quatro barcos respectivamente. Os pontos obtidos pelos dez primeiros colocados, entre uma flotilha de 18 barcos, serão zerados.

- Não levaremos os pontos, mas a confiança que adquirimos nos três dias, com resultados muito favoráveis, é fundamental. Agora é esperar que o vento esteja forte para aproveitarmos nossa velocidade. Se estiver mais fraco, nivela todos e ficará mais complicado para nós. O ideal seria 15 nós e que na intensidade não diminuísse. Vai ter pressão e vai ser importante tomar cuidado na largada e evitar protestos, mas não dá para velejar pensando em chegar em sétimo ou quarto (as 'notas de corte' das quartas de final e semifinal). Tem que velejar para ganhar - disse Scheidt.