icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
21/11/2014
01:51

Na madrugada desta sexta-feira, a delegação do São Paulo voltou da Colômbia com três notícias nada agradáveis. Além da derrota por 1 a 0 na primeira semifinal da Copa Sul-Americana, o grupo trouxe o centroavante Alan Kardec com lesão no tornozelo direito e de muletas e a frustração com o fim iminente das chances de título no Campeonato Brasileiro.

Kardec se machucou depois de duas entradas duras de jogadores do Atlético Nacional (COL) na partida da última quarta-feira. A primeira delas, inclusive, causou indignação nos tricolores, pois poderia ter resultado na expulsão do goleiro Armani, mas o árbitro uruguaio Daniel Fedorczuk apontou apenas tiro de meta. A preocupação com o estado físico do atacante já é menor do que na quarta, mas ainda há certa apreensão quanto ao aproveitamento de Kardec no jogo de volta contra os colombianos, às 22h da próxima quarta.

- Esperamos um árbitro melhor. O Kardec está de muletas, uma lesão forte no pé. Foi uma falta gravíssima do goleiro, fora da área, um carrinho violento e nem sequer foi punido. Era típico de expulsão. Sul-americana e Libertadores têm um preço caro a se pagar. Eu temia pelas arbitragens, pois já tivemos problemas. E voltamos a ter - reclamou o presidente Carlos Miguel Aidar.

- Foi uma jogada no mínimo duvidosa. Vi a imagem que foi falta clara, definiu o jogo e machucou o Kardec. Tenho esperança que não será nada. Está mais tranquilo já, agora tem que ver se recupera rápido para jogar o segundo jogo - projetou o lateral-esquerdo Alvaro Pereira.

Outra notícia ruim que acompanhou as bagagens dos são-paulinos foi a vitória do Cruzeiro por 2 a 1 sobre o Grêmio. O triunfo fez com que os mineiros abrissem sete pontos de vantagem para o Tricolor, deixando o título do Brasileirão praticamente impossível para os paulistas nas últimas três rodadas. A delegação tomou conhecimento do resultado do jogo em Porto Alegre ainda no interior da aeronave que veio da Colômbia.

- Assim que chegamos soubemos do resultado. Sete pontos em três jogos, com dois deles em casa, fica difícil... Tem que ser realista de que as chances deles ganharem é de quase 100%. Alguém olhou o celular ainda no avião e falou que o Cruzeiro havia vencido. Aí a gente faz as contas e tem que ser realista - lamentou Rogério Ceni.

O discurso dos atletas, do técnico Muricy Ramalho e do presidente Carlos Miguel Aidar é de que as esperanças estão muito perto do fim. Por isso, a tendência é que boa parte do time seja preservada no domingo, às 17h, diante do Santos. A ideia é usar uma equipe mista se possível, mas a comissão não hesitará em escalar apenas reservas na Arena Pantanal, em Cuiabá.