icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
15/11/2014
10:32

Em julho de 2012, quase cinco após sair do São Paulo por U$ 19 milhões (cerca de R$ 38 milhões nos valores atuais) para o Bayern de Munique (ALE), o zagueiro Breno foi condenado a três anos e nove meses de prisão por incendiar a própria casa na Alemanha. Hoje, perto de conseguir a liberação para voltar ao Brasil e ao Tricolor, o beque vê seu mentor Muricy Ramalho lhe estender a mão, mesmo após os erros cometidos no início da carreira.

- Ele não ouviu o cara certo. Eu não tinha nenhum interesse, só o bem dele. Era muito garoto e a gente sabe como é... A maioria das pessoas que cuidam dos jovens só quer o dinheiro dos caras. Era um perigo, e aí deu no que deu. Eles não sabem escolher a quem ouvir. Prometem muita coisa, e eu só cobro, falo a verdade, os problemas que vão enfrentar. Muita gente no futebol está interessada só nas coisas materiais e os meninos entram nessa, por isso muitos acabam com problemas - lamentou.

A tendência é que Breno consiga voltar ao Brasil em dezembro, mas o retorno depende da Justiça alemã. O fato de ter um contrato assinado com o São Paulo até outubro de 2015 pode ajudar o zagueiro a voltar ao País, mas a rotina de atleta ainda deve demorar para ser retomada. Muricy, no entanto, assegura que o Tricolor terá toda paciência com uma de suas maiores revelações dos últimos tempos.

- É um caso especial, que temos que tomar cuidado. Parou totalmente de ser atleta e não pode voltar assim rapidamente. Temos que inclui-lo pouco a pouco no meio do futebol, com pessoas auxiliando... O clube fez um gesto grande, não abandona seus jogadores. Não vou colocar metas. Conheço bem e sei que não pode ter pressa. Fisicamente, está totalmente fora, sem noção de time, de campo... Tem que ter paciência, sem estipular data, sem nada. Tem que trazer e ir recuperando - ressaltou.

Muricy fala com a propriedade de quem poderia ter sofrido com problemas semelhantes ao de Breno quando mais jovem. O hoje técnico ranzinza, que cobra muito de seus jogadores mais novos, foi um garoto-problema no início da carreira de atleta, mas seguiu pelo caminho mais correto graças aos conselhos de José Poy, ex-goleiro e treinador argentino do São Paulo.

- Eu escutei o Poy, um puta de um chato, e dou graças a Deus, porque sempre me orientou para guardar dinheiro, não ir nas baladas...  Apesar que eu ia, mas jogava para caramba (risos). Achava a coisa pior do mundo aquele gringo pegando no meu pé, mas foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Falo para todo menino: 'No dia em que eu parar de pegar no seu pé, você vai ter problema. Não cuidaram do Breno, só quiseram se aproveitar dele. Vamos trazer de volta e cuidar de novo. Agora vamos ver se ouve - alertou.