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08/11/2014
12:02

Muricy Ramalho vem batendo na tecla de que a maratona de jogos está arrebentando o São Paulo, mas o passado recente mostra que o Tricolor tem motivos para comemorar. Ano passado, nesta mesma época do ano, o clube ainda sofria com o fantasma do rebaixamento, não estava na semifinal da Copa Sul-Americana e tirava o sono de seu treinador muito mais do que hoje, segundo ele mesmo.

– Ano passado foi pior, com certeza. Não viajava muito. Mas a parte emocional arrebentava, porque feria quem tem história no clube, como o Rogério, eu, que fui tricampeão brasileiro e a torcida praticamente me trouxe de volta. O rebaixamento seria um desastre para nossa torcida, economia, política, tudo. Seria o maior desastre da história desse clube, que é muito grande – afirmou Muricy Ramalho.

No Brasileiro do ano passado, na mesma rodada, o São Paulo ainda não tinha escapado do rebaixamento, apesar de a vitória sobre a Portuguesa, por 2 a 1, praticamente ter garantido a permanência. Agora, briga pelo título.

Na Sul-Americana, tinha vencido o primeiro jogo das quartas de final, curiosamente contra o Atlético Nacional (COL), o mesmo rival de agora, só que nas semifinais. Em 2013, caiu para a Ponte Preta, aumentando o histórico de quedas de Muricy para times brasileiros. Dessa vez, é um colombiano que ele já superou...

Empolgado com o momento do time, apesar da preocupação com o desgaste físico, Muricy avisou que levará elenco completo a Salvador, onde o Tricolor joga amanhã contra o Vitória. Inclusive as estrelas Ganso e Kaká. Ele justificou.

– Se você diz que vai priorizar uma competição, alguém fica bravo, patrocinador, a TV reclama. Não dá para priorizar. Seria o ideal, mas não dá. Se usa essa palavra, priorizar ou poupar, está condenado a pegar prisão aqui. Vamos levar todo mundo e lá decidir o que será melhor – afirmou o treinador.

A maior dúvida é Souza, um dos mais desgastados. Ele deve ficar fora. Em seu lugar, o técnico vai ter de improvisar, já que Hudson está suspenso e Maicon, machucado.

São problemas, mas nem se comparam aos de 2013.