icons.title signature.placeholder Rafael Bullara
06/11/2013
21:18

O prefeito Fernando Haddad afirmou em evento nesta quarta-feira que as concessões dos centros de treinamento de São Paulo e Palmeiras não serão renovadas. A determinação consta da Lei da Operação Urbana Água Branca, sancionada nesta quarta pelo mandatário paulistano. O Tricolor tem garantida a permanência no local até 2022 e acredita que até lá haverá um acordo.

- Certamente o São Paulo vai conversar com a prefeitura para tentar entender a decisão tomada. Até 2022 tem muito tempo para o assunto ser resolvido e claro que se o clube tiver que deixar o local, vai atrás dos seus direitos e ser ressarcido - afirmou Leonardo Serafim dos Anjos, diretor jurídico do São Paulo.

O terreno que abriga a parte palmeirense tem validade até 2078. Esta diferença existe porque na administração de Paulo Maluf, em 1996, houve uma prorrogação da concessão, mas só para o rival.

- Não dá para conceder uma coisa para um clube e outra tão diferente para outro. É preciso uma isonomia. O que vai ser feito se o São Paulo sair e o Palmeiras ficar até dois mil e não sei quando? Os terrenos estão um ao lado do outro. Tem um estádio em Itaquera que está sendo construído em terreno da prefeitura. Depois que acabar a concessão vai tirar o estádio de lá? É claro que não. É preciso entender que isso faz bem para a cidade de São Paulo - disse o verador Marco Aurélio Cunha, referindo-se ao futuro estádio do Corinthians, na zona leste da cidade.

- Primeiro, o Haddad nem será o prefeito daqui oito anos. Nem é possível entrar na pauta (na Câmara de Vereadores) uma coisa dessas agora. O prefeito (Fernando Haddad) deveria ter evitado esse desgaste desnecessário - completou.

O São Paulo também acredita que o local só ficou valorizado depois que a prefeitura concedeu o benefício para o clube.

- Tratava-se de uma área de várzea. Chovia e alagava tudo. O São Paulo quem aterrou para propiciar a construção. Se hoje esta área está no mapa é graças ao São Paulo - finalizou Leonardo.