icons.title signature.placeholder Marcio Porto
27/12/2013
06:00

Pagou, mas ainda não levou. Essa é a situação do São Paulo com o meia Lucas Evangelista, titular da equipe em parte do Campeonato Brasileiro deste ano. O jogador está emprestado pelo Desportivo Brasil-SP, clube da Traffic, até junho de 2014, o Tricolor já pagou para adquiri-lo em definitivo, mas o empresário do meia, Wagner Ribeiro, ameaça melar a negociação na Justiça.

Wagner não concorda com o novo contrato acertado entre São Paulo e Desportivo e reivindica direitos econômicos para seu cliente. Atualmente, os percentuais de participação são só dos clubes.

A diretoria do Tricolor pagou R$ 700 mil para adquirir mais 30% dos direitos econômicos do atleta, chegando a 60%, e fechou o novo contrato até dezembro de 2017. O Desportivo, pelo acordo, continua com 40% dos direitos. Tal situação já estava prevista em contrato e o São Paulo decidiu se antecipar na compra para proteger o atleta do assédio de clubes europeus. No entanto, com o impasse, o novo vínculo ainda não pôde ser validado.

A intenção de Wagner, inicialmente, não é tirar Evangelista do São Paulo. O agente comunicou à Traffic que há falhas na situação do jogador e pretende mudar as tratativas. A empresa contesta.

O São Paulo, por sua vez, acompanha o desenrolar da situação e tem cumprido à risca as obrigações com o atleta. Nenhuma parte acusa falha no pagamento dos salários, algo que poderia dar a liberação em caso de ação na Justiça.

Pessoas que acompanham o caso nos bastidores veem poucas chances de o agente vencer em uma possível ida aos tribunais e fazer Evangelista imitar Oscar. No fim de 2009, o meia do Chelsea entrou na Justiça contra o São Paulo e conseguiu liberação para atuar no Internacional. Outros jogadores fizeram o mesmo