icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
24/07/2014
07:05

O Santos não esconde que tem problemas financeiros e enfrenta dificuldades para contratar jogadores. E isso vale até mesmo para atletas livres ou que possam chegar por empréstimo, como explica o superintendente de esportes do Peixe, André Zanotta.

– Praticamente não existe jogador livre hoje em dia. Se está sem clube, vai querer luvas. Então é muito difícil... Tem salário, luva, comissão e outras taxas. Não podemos onerar ainda mais a nossa folha salarial ou prejudicar o orçamento – explicou o dirigente, ao LANCE!Net.

Zanotta, contudo, minimiza a situação afirmando que a cúpula alvinegra está muito satisfeita com o atual elenco. Para ele, mesmo sem reforços o Peixe pode brigar entre os primeiros do Brasileirão – atualmente o time é o nono colocado.

Além disso, o dirigente diz que a dificuldade financeira não é exclusiva do Alvinegro, mas “de todos os clubes brasileiros atualmente”.

Neste ano, o Santos não desembolsou grande quantia para ter nenhum reforço. As principais contratações, de Leandro Damião e Lucas Lima, comprados por R$ 42 milhões e R$ 3 mi., respectivamente, foram financiadas pelo Doyen Sports. Os outros (Rildo, Bruno Uvini, Renato, Souza e Victor Ferraz) foram emprestados ou chegaram de graça.

Tudo isso faz o clube ser extremamente cauteloso ao tratar sobre a volta de Robinho à Vila Belmiro.

O atacante de 30 anos segue negociando sua transferência do Milan (ITA) para o Orlando City, dos Estados Unidos. Desta forma, poderia ser repassado ao Peixe por empréstimo até o fim do ano, já que o Orlando só estreará na liga americana de futebol no ano que vem. Contudo, o Rei do Drible quer receber salário de cerca de R$ 800 mil, além de comissão de cerca de R$ 450 mil a seus representantes, a advogada Marisa Alija Ramos e o seu pai, Gilvan de Souza.

O Santos já avisou que não pagará isso e afirma que o retorno dele só será possível sob duas hipóteses: Robinho baixar a pedida ou um parceiro ajudar a arcar com seus salários.