icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
10/12/2013
07:17

O Santos pode não pagar nada na possível contratação do atacante Leandro Damião, que tem contrato com o Internacional até 2016. O Peixe conta com a ajuda do Doyen Sports, que pode bancar toda a transação, enquanto o clube ainda fica com a taxa de vitrine em caso de revenda no futuro.

A diretoria tem negociações avançadas com o atacante e aguarda agora um acerto com o clube gaúcho. O clima é de otimismo quanto a um acerto. Inicialmente, a proposta girava em torno de R$ 12 milhões, mas foi recusada. O Inter tem 70% dos direitos econômicos do jogador, enquanto o restante pertence ao Atlético de Ibirama (SC), clube em que o atacante foi formado.

SANTOS E DOYEN: INIMIGOS OU PARCEIROS?

Recentemente, o Doyen Sports participou da venda de Felipe Anderson para a Lazio, da Italia. O fundo ajudaria o Peixe também a trazer o lateral-direito Cicinho, que estava na Ponte Preta. No entanto, a diretoria santista não aceitou as exigências feitas pela empresa. Assim, teve de arcar com a maior parte do pagamento: R$ 5 milhões, enquanto a Teisa (Terceira Estrela Investimentos) pagou R$ 1,5 milhão.

Na época, um dirigente alvinegro que pediu anonimato disse que "não se faz negócio bom com gente ruim", se referindo ao Doyen. Já o presidente Odílio Rodrigues tentou colocar panos quentes na polêmica.

Renato Duprat já foi parceiro, inimigo e agora voltou a ter bom trânsito na Vila Belmiro. Ele herdou o Unicór, grupo do ramo de saúde que patrocinou o Santos de 1995 a 1999 e teve liquidação decretada em 2001. À frente dos negócios na época, o empresário foi acusado pela CPI do Futebol de deixar uma dívida de R$ 1,2 milhão no Peixe quando saiu. Ele voltou a negociar com o Alvinegro em 2011, quando o Doyen comprou 50% dos direitos do meia Felipe Anderson.