icons.title signature.placeholder Francisco Loureiro e Marcio Porto
17/04/2014
00:06

Bastaram poucas horas como presidente do São Paulo para Carlos Miguel Aidar desferir as primeiras alfinetadas em rivais. Na primeira entrevista coletiva após o término das eleições, o sucessor de Juvenal Juvêncio criticou as quantias investidas por Santos e Corinthians para contratarem Leandro Damião e Alexandre Pato, respectivamente - ambos custaram mais de R$ 40 milhões.

- Vamos pensar na compra do Damião, 42 milhões. É uma absoluta irrealidade no futebol brasileiro. Não sei onde li que cada gol do Damião custou R$ 800 mil. Não cabe na nossa cabeça. Já aqui temos um jogador (Pato) que está dando muita alegria pela forma que desloca, pelo arranque. Ele tem salário bastante elevado e o Corinthians paga metade para ficar livre dele lá - disparou.

Aidar acredita que os clubes brasileiros, principalmente o São Paulo, devido às instalações do CFA em Cotia, deveriam apostar mais nas categorias de base. O novo mandatário tricolor lembra que os gastos seriam muito menores com talentos criados em casa, mas não descarta contar com parceiros para reforçar o elenco principal com uma grande estrela. Em 1986, quando também presidiu o Tricolor, Aidar trouxe Falcão da Itália e o time foi campeão brasileiro.

- O São Paulo terá de ter time formado na base, mas não necessariamente um time total da base. Se tiver oportunidade de outro Falcão, repatriar algúem com um fundo, vamos trazer. Não importa que tenha 34, 35 anos. Tem de ser atração, exploração, porque hoje cessão da imagem é fator muito importante. A ideia é aproveitar 100% da base e, se possível, reforça-se com alguém de fora - explicou.