icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Mauricio Oliveira, Rodrigo Vessoni e Thiago Salata
28/06/2014
16:54

Nos acréscimos da prorrogação, o centroavante Pinilla teve a chance de eliminar o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de sua casa e fazer história com o Chile, mas seu chute carimbou a trave. Nos pênaltis, a equipe da casa conseguiu garantir a classificação tida como um duro golpe pelo treinador de La Roja, Jorge Sampaoli. Abatido, o comandante lamentou por ver a chance de criar um "Mineirazo" (em alusão ao Maracanazzo, quando o Brasil perdeu para o Uruguai na decisão da Copa de 1950) parar neste lance.

- A sensação de dor com a bola na trave de Pinilla foi que perdemos o momento para fazer história, fazer um Mineirazo. Seria um momento histórico para todo povo chileno. O Brasil não conseguiu situações de gol, também esperando os pênaltis. Ao final, quase terminamos a partida com a vitória - lamentou o abatido treinador em entrevista coletiva.

- Estávamos convencidos que podíamos passar de fase. Não me conformo sair da Copa do Mundo desta forma - acrescentou.

A tristeza pelo resultado não deixou Sampaoli esquecer de valorizar o seu time. Segundo ele, a atual geração entra para a história do futebol chileno. O estilo de jogo de pressão fez, segundo o comandante, com que o principal jogador brasileiro, Neymar, fosse anulado pelo sistema defensivo de La Roja.

- Os jogadores entraram na história do futebol chileno, representamos o país de uma forma incrível. Se não fosse uma fatalidade na trave final... Sentimos uma dor, amanhã vamos dar valor a uma seleção que jogou o Mundial desta forma contra o time da casa. A verdade é que sabemos que jogamos contra o time da casa na Copa e que seria difícil. Jogamos com força, com pressão, anulamos Neymar - completou.