icons.title signature.placeholder Luiz Fernando Gomes e Valdomiro Neto
30/06/2014
21:53

Vahid despediu-se do comando da Argélia após jogo com a Alemanha (FOTO: Christophe Simon/ AFP)

A derrota para Alemanha não tirou o mérito de a Argélia ter feito no Brasil a sua melhor campanha entre as quatro participações que teve em Copa do Mundo. No entanto, o jogo desta segunda deve ter sido o último do treinador bósnio Vahid Halilhodzic no comando da seleção. Ele deve retornar ao Trabzonspor, da Turquia, clube que já dirigiu anteriormente.

O técnico sequer apareceu na entrevista coletiva após a partida, quebrando o protocolo da FIFA. Quem falou com os jornalistas foram o goleiro M'bolhi, escolhido o melhor jogador em campo, e o zagueiro Madjid, o mais veterano dos convocados por Vahid. Questionados pela imprensa argelina sobre a ausência do técnico, ambos não confirmaram a saída, mas falaram em tom de despedida.

- Nós só temos de agradecer ao nosso treinador por tudo o que fez pela nossa equipe - disse o goleiro argelino.

- Este treinador deu muito para a nossa equipe, nas questões de mentalidade, de disciplina. Os jogadores, o povo da Argélia têm muito a agradecer a ele - acrescentou Madjid.

Embora apoiado pelos jogadores e pela federação argelina, o técnico bósnio já havia demonstrado em entrevistas anteriores sua insatisfação com as críticas que vinha recebendo da mídia local. Ironicamente, a convocação e a efetivação como titular do goleiro M'bolhi, que não vinha de um bom momento no CSKA Sofia da Bulgária, foi exatamente um dos pontos mais questionados na Argélia.

Independentemente do destino do treinador, Mbolhi e Madjid demonstratam confiança no futuro da seleção argelina:

- Somos uma equipe muito jovem, que ainda tem muito a evoluir. Já escrevemos história no futebol argelino, mostramos que somos capazes de jogar em altíssimo nível e vamos continuar evoluindo - disse o goleiro.

- Acho que poderíamos ter feito uma proeza. Quase conseguimos. Ficamos decepcionados com o gol impedido no primeiro tempo, mas logo recuperamos a confiança. Só faltou um gol no primeiro tempo, quando fomos melhores e tivemos muitas chances. Na prorrogação foi difícil do ponto de vista físico. Mas ainda assim poderíamos ter empatado e ido aos pênaltis. Nossa evolução foi incrível, principalmente na mentalidade, depois da derrota na África do Sul.