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15/04/2014
07:16

"Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Qualquer pessoa já cantou aos quatro ventos ou ouviu os famosos versos. E pelas bandas de São Cristóvão, os alto-falantes não tocam outra música que não seja o conhecido samba de Jorge Aragão. Afinal, é esse o espírito do elenco cruz-maltino após perder o título do Campeonato Carioca, no domingo.

E esse pensamento não é só pela autoestima, mas também por necessidade. Amanhã, três dias depois da taça escapar com um gol do Flamengo no fim da partida, outro confronto decisivo.

Agora, na Copa do Brasil. E, mais uma vez, o time vê pela frente a obrigação de vitória, porque qualquer empate com gol ou a vitória do Resende classificam o time do Sul Fluminense à segunda fase da competição e, praticamente, encerra o primeiro semestre da equipe de São Januário de uma maneira quase que melancólica.

Para o técnico Adilson Batista, a situação não é nova. Há alguns anos, ele teve uma perda de peso internacional (na final da Libertadores de 2009, o Cruzeiro caiu para o Estudiantes, da Argentina), mas depois os comandados recuperam-se e terminaram a temporada de uma forma vitoriosa.

– Não sou de ficar lamentando, chorando. É dessa forma que trabalho. Perdi a final da Libertadores e no segundo turno fizemos 41 pontos. Temos de reagir rápido. Quarta (amanhã) tem jogo. Empatamos o primeiro, temos de vencer o Resende. Futebol tem de reagir rápido. Gostaríamos de estar comemorando com nosso torcedor, mas não foi possível – disse o treinador.

"O Vasco é o time da virada", enaltece a torcida. Então, chegou a hora de comprovar isso e virar a página. Os cruz-maltinos esperam que o Caldeirão ferva, mas de alegria, e que, a partir de agora, a tristeza nem pense em chegar, como poderia dizer Caetano Veloso.