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28/11/2013
14:21

Há um compromisso. Mas ainda não é namoro. Assim como costuma fazer Renato Gaúcho, as metáforas da vida explicam a relação entre o treinador e o Grêmio atualmente. O clube quer contar com o técnico em 2014, enquanto o comandante mantém uma relação de negociação unilateral com o Tricolor gaúcho. Ao menos é o que garante o diretor-executivo Rui Costa, que concedeu entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

O pacto para que a negociação aconteça apenas após o final do Campeonato Brasileiro segue. O dirigente gremista negou que o clube esteja procurando opções no mercado. O nome de Gilmar Dal Pozzo, que comandou a Chapecoense na campanha do acesso a Série A, é um dos nomes cogitados, embora não tenha sido procurado. Enderson Moreira também não é um nome descartado. Mas Rui Costa evitou abrir caminhos paralelos e disse que o único foco do clube gaúcho é Renato Gaúcho.

- Estamos acompanhando nesta semana, que temos um jogo decisivo, muitas cogitações. O Grêmio, através do seu executivo ou presidente, não fez contato com nenhum treinador. O único que conversamos foi o Renato. Fizemos um pacto para não tocar no assunto até o final do campeonato, é direcionado aos dois jogos com Goiás e Portuguesa. Entendemos que qualquer tipo de negociação e discussão lateral a essa meta pode nos prejudicar - disse Rui Costa.

O dirigente também falou de um suposto interesse do Fluminense em Renato Gaúcho. Garantiu que o técnico está comprometido em só ouvir outros clubes após terminar a negociação com o Grêmio.

- Acompanhei notícias que ele estaria acertado com o Fluminense. Se ele tivesse conversando, ele teria dito a mim, ao Marcos Chitolina, ao presidente Fábio Koff. Ele sempre nos disse e reafirmou posição digna do caráter dele, que só conversa com o Grêmio - completou.

A classificação para a Libertadores também influencia na negociação. Não por conta da intenção gremista, mas pela questão financeira. O clube tem um déficit que pode chegar a R$ 90 milhões. Por isso, o grupo para 2014 pode sofrer mudanças para a próxima temporada, pela necessidade de diminuir a folha salarial e fazer caixa.