icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
11/03/2014
12:52

Nesta semana, o presidente do Bayern de Munique está sendo julgado por evasão fiscal, após a Justiça alemã descobrir uma conta no nome do mandatário bávaro na Suíça. Após a confissão do próprio dirigente, que admitiu ter transferido 18,5 milhões de euros (R$ 60 milhões) para evitar que esse valor fosse tributado na Alemanha. Com isso, Uli Hoeness pode ser condenado a até dez anos de prisão.

Mas engana-se quem pensa que ele é o único presidente de um grande clube que está encrencado com a Justiça de seu país. Recentemente, o empresário Sandro Rosell foi obrigado a deixar a presidência do Barcelona por conta de um problema na operação pela contratação de Neymar. Os culés teriam pago um valor maior do que foi declarado à Receita. Ninguém será indiciado criminalmente.

Além de Hoeness e Rosell, dois outros exemplos de presidentes com problemas com a Justiça são ligados à manipulação de jogos. Aziz Yildirim foi condenado em 2012 por manipular algumas partidas do Campeonato Turco a favor do seu Fenerbahçe. O time turco foi excluído de competições europeias no mesmo ano e Yildrim chegou a ficar preso por um ano, mas foi liberado e segue à frente do Fener.

Na França, uma das principais conquistas do futebol local foi manchada também por manipulação de jogos. Em 1993, Bernard Tapie, presidente do Olympique de Marselha, foi acusado de manipular uma partida do seu time contra o Valenciennes para descansar seus jogadores - na briga pela Liga dos Campeões. O Olympique acabou campeão europeu, mas perdeu o título francês daquela temporada e o direito de defender a coroa continental.