icons.title signature.placeholder Thiago Ferri
19/12/2013
17:19

Campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 2002, o ex-atacante Ronaldo considera que o povo brasileiro agora acredita no projeto da Copa do Mundo de 2014. Membro do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial a ser realizado no Brasil, ele reafirmou ser mais difícil trabalhar na organização do evento do que atuar no campo, e disse que o início do projeto foi a parte mais complicada no COL.

- O bom (de organizar a Copa) é o convívio com o povo. Viajo para muitos lugares para ver obras, estádios, conheço cidades, e este contato é bom. O ruim foi o começo, quando não acreditavam no projeto. Agora acreditam e sabem que é uma boa oportunidade para o país, além de que será feita uma linda festa - afirmou o ex-jogador durante gravação do programa Altas Horas, da "TV Globo", que vai ao ar no sábado.

Entre os problemas com que Ronaldo precisou lidar esteve o vídeo no qual, em 2011, afirmou em entrevista coletiva que "não se faz Copa com hospital". O material foi gravado pela LANCE!TV e amplamente divulgado nas redes sociais - neste ano, voltaram a citá-lo. Ele, contudo, diz que a lembrança desta vez foi fora de contexto.

- As críticas chegam muito próximas. Mostraram um vídeo meu totalmente fora de contexto, de dois anos atrás, e é óbvio que para ter Copa precisa de estádios novos, mas o Brasil não tem que se limitar. Temos condições de fazer de tudo, hospitais, escolas, estádios. O país vem batendo recordes e o povo faz cobranças porque sabe do nosso potencial - contemporizou.

Durante a participação no programa, Ronaldo mostrou-se bem humorado, brincou com o humorista Marcos Veras, do Zorra Total, e o cantor Falcão, e evitou polêmicas. Quando questionado se a desconfiança sobre a Copa não seria pela falta de infraestrutura brasileira, ele lembrou os tempos de jogador para driblar a questão, e não responder.

- Infelizmente sabemos que aqui tudo demora, tudo é muito lento, mas a mostra para mim de que o povo acredita (na Copa) foi a procura de ingressos. A Fifa bateu todos os recordes de venda para a Copa daqui. Foram 7 milhões de ingressos reservados e 80% deles foram para brasileiros. Isto nos dá confiança - acrescentou o ex-atleta, que ainda tenta se acostumar com a vida de dirigente.

- É muito mais fácil fazer gol do que organizar. O trabalho é longo, ocorre desde que definiram o Brasil como sede, em 2007. Quando eu era jogador, já pegava o trabalho pronto, Tem todo um trabalho de uma equipe gigantesca. Mas estou gostando muito - completou Ronaldo, que diz só ter um projeto para depois do Mundial: tirar férias.