icons.title signature.placeholder Caio Carrieri e Fellipe Lucena
27/03/2014
18:04

Gustavo Gomes Pereira e José Antonio do Rosário deixaram a diretoria de relacionamento com torcedores do Palmeiras. Os dois decidiram renunciar por se sentirem sem função após o rompimento entre as torcidas organizadas do clube e o presidente Paulo Nobre. A informação foi divulgada pelo "Blog do Boleiro", no Terra, e confirmada pelo LANCE!Net.

- Na realidade nós conseguimos muitas coisas com relação ao relacionamento entre o clube e a organizada, mas todos os últimos acontecimentos fogem da nossa competência. É um problema do presidente. Nós não temos autonomia para resolver nada disso. Hoje não tem relacionamento (com organizada), então não tem por que ficar falando ou justificando alguma coisa. Se ele (presidente) achar que vai ter relacionamento, vai ocupar as vagas nós deixamos abertas - disse Pereira, que em seu perfil no Twitter relata ser membro da escola de samba Mancha Verde.

A diretoria do Palmeiras cortou qualquer tipo de diálogo com as uniformizadas após o ataque da Mancha Alviverde ao elenco em um aeroporto em Buenos Aires (ARG), no início do ano passado. De lá para cá, alguns desses torcedores ligavam para a dupla de diretores tentando mudar o panorama. Como Nobre não aceitava uma reaproximação, eles concluíram que não tinham motivos para continuar.

A função da dupla, porém, não era apenas dialogar com organizados, mas com torcedores "comuns" também. Embora tenha optado por não se manifestar, José Antonio do Rosário disse que o palmeirense agredido pela própria torcida na Vila Belmiro, domingo passado, recebeu assistência dos agora ex-diretores. Ainda segundo Rosário, o torcedor que fraturou ossos da face recebeu um contato direto da dupla antes de passar por cirurgia, além de auxílio financeiro da Palmeiras Tour, agência de viagens do clube que levou o torcedor para Santos. A vítima nega que tenha recebido dinheiro.