icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
19/06/2014
13:52

Recém-contratado pelo Corinthians, o atacante paraguaio Ángel Romero tem recebido um tratamento especial por parte dos funcionários do clube em sua primeira semana integrado ao elenco. Para adequar o cronograma de treinos do elenco às condições do ex-jogador do Cerro Porteño, o preparador físico Eduardo Silva conversa diariamente com o jogador, e tenta deixá-lo confortável para reclamações e sugestões. O paraguaio, no entanto, não é o único com abordagem diferenciada.

Novamente, o meia Renato Augusto faz trabalhos separado do restante do grupo. Nesta quinta-feira, por exemplo, o plantel inteiro (exceção feita aos cinco goleiros) participou de atividade para avaliar frequência cardíaca e resistência física em uma academia do centro de Extrema (MG), enquanto o camisa 8 realizou trabalhos de reforço muscular. A preocupação do departamento médico é por conta das seguidas lesões sofridas na última temporada e também no primeiro semestre de 2014, quando o meia já realizou treinos diferenciados.

- O Renato é um dos que estão fazendo trabalhos especiais, como o Danilo, o Malcom, o Arana e o Wanderson, atletas que por um motivo ou outro não deveriam receber a mesma carga de trabalho dos outros. Com o Renato, estamos fazendo um trabalho de estrutura muscular e não dando ênfase em trabalho de repetição (como dos outros), porque ele pode sentir mais o joelho - explicou o preparador físico da comissão técnica de Mano Menezes, que completou traçando o objetivo dos trabalhos.

- A intenção é deixá-lo apto a voltar (já no dia 17 de julho, contra o Internacional). O Renato pode ficar dois meses parado que não engorda, ele tem esse privilégio e obviamente tem suas deficiências. Por essas deficiências, estamos fazendo o acompanhamento fisioterápico e ele tem dado uma resposta muito boa - explicou.

Como já conhece bem as condições físicas de Renato Augusto, o departamento médico do Corinthians adota cautela. Já sobre Romero, a ideia é saber que tipo de trabalho ele realizava no Cerro e só então determinar a carga que será utilizada no Brasil. Nos três primeiros dias do período de treinos, o paraguaio realizou as mesmas atividades dos outros, mas demonstrou certo cansaço em alguns exercícios.

- A gente conversou bastante com o atleta, descobrimos que sempre depois dos jogos ele fazia sauna ou banheira, esse tipo de coisa que faz a gente começar a ter noção da linha de trabalho a seguir. Além disso, também tem a questão cultural. Ele está sozinho no Brasil, é novo, acanhado, tem vergonha de falar. Mas ele não pode ter vergonha de falar que está com dores, por exemplo. Estamos trabalhando toda essa parte - explicou Eduardo Silva.

Eduardo Silva, preparador físico, concedeu coletiva nesta quinta (Foto: Gabriel Carneiro)