icons.title signature.placeholder Leo Burlá
03/03/2014
18:16

Um dos maiores críticos da organização da Copa do Mundo, o ex-atacante Romário ligou sua metralhadora giratória durante o primeiro dia de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro.

Astro do camarote da cervejaria Devassa, o Baixinho foi direto quando questionado sobre em que status o país chega a 100 dias do pontapé inicial da Copa de 2014.

– Fora de campo a Copa é horrorosa, é desastrosa, é uma vergonha – disparou o artilheiro.

O deputado federal citou a ausência de legado no plano de mobilidade urbana para criticar o Mundial. Para ele, 'a Copa não deixará benefício algum' para o povo brasileiro.

Se fora das quatro linhas a visão é pessimista, o tom muda quando Romário analisa a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari:

– Se fora já perdemos, acho que podemos ganhar no gramado.

Desde que foi eleito deputado, Romário se colocou como um crítico feroz do Mundial, colocando-se sempre em lado oposto ao ocupado por Bebeto e Ronaldo, membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL).

Além do antagonismo em relação ao dois campeões mundiais, o parlamentar escolheu Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, como um de seus alvos preferenciais. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, também é sempre lembrado pelo ex-atacante, que já chamou o cartola de 'ladrão e corrupto'.

Na Câmara, o Baixinho integrou a Comissão Especial que discutiu a Lei Geral da Copa. Recentemente, ele criticou o custo público que as cidades terão com as Fan Fests.

Ronaldo e o discurso otimista

Enquanto Romário era só críticas à Copa de 2014 no camarote da Devassa, no setor 9 da Sapucaí, do outro lado da pista, no setor 2, Ronaldo era o astro maior do tradicional camarote da Brahma. E mais uma vez adotou um tom distinto ao de Romário para analisar os preparativos para o Mundial.

Membro do Conselho de Administração do COL, ele preferiu defender a ideia de que há adesão crescente ao evento.

– Faltam 100 dias. A expectativa vai aumentando e o público se envolvendo cada vez mais. Estou muito otimista – disse, mostrando um otimismo que não se refletiu em recente pesquisa do Datafolha, que apontou uma rejeição de 48% dos entrevistados em relação à Copa.