icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Marcio Porto
26/11/2014
07:33

Falar da gana de Rogério Ceni para vencer no futebol é, como diz outro clichê, chover no molhado. A questão é que o maior ídolo da história do São Paulo também costuma transferir essa vontade que apresenta dentro de campo para atividades bem mais leves do que jogos em competições. O Mito é extremamente competitivo, do rachão ao jogo de truco no CT da Barra Funda. Já são 27 títulos em torneios eliminatórios e triunfos incontáveis com as cartas nas mãos.

O gosto de Ceni por jogos de baralho é antigo. Em 2002, o goleiro-artilheiro costumava formar dupla com o meia Ricardinho nas concentrações e quem acompanhava o clube de perto dizia que a parceria era praticamente invencível. Hoje em dia, é comum vê-lo em rodas nos quartos do CT da Barra Funda ou dos hotéis em que o São Paulo se hospeda acompanhado de jogadores como Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato, Alan Kardec e Souza.

– Tem sempre um grupinho junto por aí. Ganso, Pato, Kardec... Nem sei mais quem, são vários. Eles jogam truco, pôquer, caixeta... E o pessoal fala que o Rogério é carniça em todos esses jogos. Parece que ele vende caro a derrota – brinca o preparador de goleiros Haroldo Lamounier.

Em entrevistas recentes, Kardec e Souza citaram os jogos de cartas para falar dos momentos em que conversam com Ceni. Ambos disseram que o camisa 01 não toca muito no assunto da dúvida sobre a aposentadoria. A concentração é total nos jogos de baralho para evitar derrotas para os companheiros. E se os colegas enjoaram das cartas, o Mito trata de inventar novos jogos.

– Gosta de tudo o que for de esporte. Joga vôlei, joga tênis, dama... Tudo quanto é tipo de jogo e competição ele pratica. Fica inventando jogo para participar – entrega Haroldo.

E se a vontade em campo rende até hoje resultados e recordes impressionantes, por que não repetir a fórmula na hora de se divertir? Para motivar os companheiros, Ceni chega a estipular apostas para os jogos e aí é que o clima de competição fica evidente. “Carniça” que é, o goleiro não poupa esforços para sair vitorioso das brincadeiras.

– Ele gosta de apostar e não gosta de perder – diz Haroldo.

O preparador de goleiros fala com bom humor sobre o hobby de Rogério Ceni e prega contra o moralismo sobre o assunto. Afinal...

– É assim... Quem de nós não gosta de ganhar, não é? (risos).