icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
25/06/2014
14:07

Há exatos 21 anos, Rogério Ceni entrava em campo pela primeira vez para defender o São Paulo. A partida contra o modesto Tenerife (ESP) era válida pelo Troféu Santiago de Compostela e foi vencida pelo Tricolor por 4 a 1 graças a quatro gols de Guilherme, que brilharia no Atlético-MG. Rogério, ainda garoto, chegou a ser substituído por Gilberto na partida e talvez nem sonhasse na história que construiria no Morumbi.

- Eu não lembrava a data exata. Fico feliz, foi em 93 (25 de junho) e hoje estou aqui nos Estados Unidos como atleta, tendo participado de momentos especiais com o clube. É muito gratificante - afirmou o camisa 01.

O time que acompanhou o goleiro em sua estreia pelo clube do qual é a maior bandeira teve ainda Vitor, Lula, Ronaldo e Ronaldo Luís (Marcos Adriano); Pintado, Dinho, Toninho Cerezo (Juninho Paulista) e Matosas; Douglas (Jamelli) e Guilherme. Todos sob o comando de Márcio Araújo, que viajou no lugar do Mestre Telê Santana.

Desde então, Rogério Ceni se imortalizou entre os torcedores do São Paulo pelas incontáveis defesas, pelos infinitos 1148 jogos e pelos memoráveis 117 gols. O goleiro passou a ser o símbolo do clube no exterior, sendo assediado pela imprensa e pela torcida dos países vizinhos em viagens durante a Copa Libertadores da América. Ceni ganhou o continente e o mundo para ser o jogador mais internacional do Tricolor, mas a ida a Orlando (EUA) pode ter sido sua última viagem ao exterior como atleta são-paulino.

- Eu vivo o dia a dia, não penso que pode ser a última. Você tem fazer seu melhor hoje sem pensar se vai ter outra viagem no futuro. Sempre coisas novas vão aparecer. Se for a última, que tenha sido para um lugar bacana. E se não for que possamos viajar na Sul-Americana - destacou.

Para sair do Brasil como goleiro do São Paulo antes da aposentadoria em dezembro, Rogério Ceni teria de ver seu time ser eliminado da Copa do Brasil na terceira fase, quando enfrenta Bragantino ou Figueirense. Por outro lado, o torneio nacional é o único que o capitão ainda não conquistou e fecharia a vencedora trajetória com chave de ouro.