icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo
10/11/2013
09:30

Treze anos após ser derrotado por Gustavo Kuerten na final de Roland Garros e ter negada pelo brasileiro em algumas ocasiões a possibilidade de ser número 1 do mundo, Magnus Norman vive um momento especial na carreira. Mas não dentro da quadra.

Aposentado desde 2004 por causa de uma lesão no quadril, a mesma que fez o catarinense parar, o sueco de 37 anos desfruta de sua vida como treinador. Seu pupilo, o suíço Stanislas Wawrinka (8º do mundo), disputa hoje a semifinal das Finais da ATP contra Novak Djokovic (2º), às 18h (de Brasília).

Porém, a decisão daquele 11 de junho de 2000, ainda não sai da cabeça do sueco. Foi uma maratona de quase quatro horas e quatro sets na qual Norman chegou a  salvar 11 match points antes de cair.

– Foi duro aquele jogo. Para ser honesto, eu penso de vez em quando, porque ainda dói em mim. Quando estive uma quebra acima no quarto set, eu fiquei muito otimista.  Misturei muitas emoções. Estava sentindo o troféu um pouco mais perto – afirmou o sueco em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, enquanto se exercitava na academia dos jogadores, na Arena O2.

Apesar da citação ao duelo que poderia ter lhe rendido o único título de Grand Slam de sua carreira, Norman prefere não se alongar no assunto e remoer o passado. Ele quer aproveitar o presente e o trabalho que tem feito com Wawrinka. Ambos estão juntos desde abril.

Desde então, o suíço conseguiu uma escalada no ranking. Da 17 posição, pulou para a oitava, conquistou o ATP 250 de Oeiras (POR), alcançou a semifinal do Aberto dos Estados Unidos e também se colocou entre os quatro melhores das Finais da ATP logo em sua primeira participação. De fato, faz sua melhor temporada no circuito profissional.

– Tem sido ótimo (o trabalho). Stan é um cara muito bacana, trabalhador e que aprecia muito minha ajuda. Mas não é só por minha presença que ele está bem. Conta com uma equipe de apoio fantástica – disse Norman, que foi técnico de Robin Soderling quando o sueco bateu Nadal nas oitavas de final de Roland Garros em 2009, decretando a única derrota do espanhol em todas as suas participações no Slam francês.

*O repórter viaja a convite da ATP

Bate-Bola: Magnus Norman, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net

LANCE!Net: Como era a sua relação com o Guga? Você ainda fala com ele?
Magnus Norman: Somos grandes amigos desde pequenos. Temos a mesma idade e passamos muito tempo juntos nos juniores e na época de profissional. Desde que paramos, ele me ligou algumas vezes. Algumas vezes que nos vemos, nós falamos. Não tenho boas memórias de jogos contra ele, mas ele é um grande amigo, um cara com um grande carisma.

L!Net: Você acha que o Guga deveria se envolver mais com o circuito?
MN: Penso que o Guga deve fazer o que quiser. Ele já fez muito pelo tênis, foi um dos grandes da América do Sul. Se ele quiser estar envolvido com o tênis, será ótimo para o tênis. Se ele não quiser, já fez muito.

L!Net: Wawrinka faz um grande ano, mas ainda não consegue bater Nadal e Djokovic. O que falta a ele?
MN: É verdade que ainda não ganhou, mas a cada partida contra eles melhorou, sempre aprendeu algo para o próximo jogo. Para técnico, é bom ver o tenista melhorando.