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20/11/2014
17:03

Em reunião realizada nesta tarde de quinta-feira, na sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), no Bairro Gameleira, na capital mineira, representantes de Atlético-MG, Cruzeiro e da Polícia Militar discutiram os últimos detalhes para o clássico do próximo dia 26, que definirá o campeão da Copa do Brasil, no Mineirão. Após a vistoria realizada na última quarta-feira, a PM concluiu que o Atlético-MG terá direito a cerca de 1.800 ingressos para disponibilizar aos seus torcedores, número ainda menor que os 2.736 oferecidos pelo Cruzeiro.

Um dos motivos da reclamação atleticana era o não cumprimento do Cruzeiro ao disponibilizar uma carga menor que os 10% referentes ao torcedor visitante, conforme o Estatuto do Torcedor. Inicialmente, a diretoria celeste destacaria cerca de 4,5% dos bilhetes para os atleticanos, alegando já ter iniciado as vendas para seu torcedores nos outros setores. Após a vistoria da Polícia Militar no Mineirão, no entanto, ficou decidido que o Galo terá cerca de 3% do número total de ingressos. A situação pode mudar se a Polícia decidir aumentar a área de separação entre os torcedores. Desta forma, como o Cruzeiro já iniciou suas vendas, o número permitido de atleticanos no Mineirão seria de 923.

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- As imagens demonstraram para nós que um bloco somente é insuficiente para garantir a segurança dos torcedores dos dois times. Antes daquele evento, a Polícia Militar já tinha comunicado oficialmente em uma ata na Federação que gostaria dois blocos, mas infelizmente não aconteceu, houve venda antecipada, e aconteceram aqueles fatos desagradáveis. Agora, de uma maneira técnica, a Polícia Militar determinou que fossem destinados dois blocos para a divisão de torcidas - falou o Coronel Ricardo Machado, Chefe do Comando de Policiamento Especializado.

A diretoria atleticana já se manifestou no STJD para pedir os 10% de ingressos em relação à capacidade do Mineirão. A outra queixa do Atlético-MG é referente ao valor dos ingressos cobrados pelo Cruzeiro. A diretoria celeste disponibilizou bilhetes no valor de R$1.000 mil, sendo 40% deles de meia-entrada. O clube alvinegro acionou o Ministério Público, que pediu uma liminar em que solicita a redução do preço para R$500 ou multa de R$5 milhões à agremiação estrelada.

- A Polícia Militar cumpre decisão judicial. A gente não discute. Se vier a determinação judicial, a Polícia Militar vai adequar seu planejamento para atender - acrescentou o coronel.